Futebol Nacional
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CRUZEIRO

Rafael diz que Fábio é insubstituível e mostra empolgação no Cruzeiro

Goleiro disse ter recebido propostas de outros clubes, mas preferiu o acerto com a Raposa

postado em 21/01/2022 12:29 / atualizado em 21/01/2022 14:18

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)


O goleiro Rafael Cabral, de 31 anos, disse que a história de Fábio é insubstituível no Cruzeiro e, em função disso, o desejo do novo reforço é construir a sua trajetória sem comparações com o ídolo celeste, que não renovou contrato e acertou com o Fluminense. Depois de rescindir com o Reading, da Inglaterra, Rafael chega à Toca da Raposa II para ser o sucessor do atleta com mais jogos (976) com a camisa estrelada. Talvez este seja um dos maiores desafios da carreira do arqueiro de Sorocaba-SP. Apesar disso, ele destaca que não está pressionado. 
 


"Com toda sinceridade, a história do Fábio é insubstituível no clube. No coração do torcedor cruzeirense, ele é insubstituível. E eu não tenho essa pretensão de substituí-lo, eu venho aqui para construir a minha história. Eu venho aqui com zero história, mas com muita vontade e determinação. Eu não encaro como uma substituição, mas como uma sucessão, porque ele é insubstituível, é um cara que todo mundo admira, outros atletas admiram, torcedores de outros clubes admiram, eu sou um deles, sou fã da Fábio e para mim é uma honra ser escolhido pelo Cruzeiro para jogar após ele. E eu encaro como uma honra dar segmento ao trabalho excepcional que ele fez", disse.

Na coletiva de apresentação, realizada nesta sexta-feira (21), Rafael ainda exaltou a história de outros goleiros que passaram pelo Cruzeiro, como Dida, Raul e Paulo César Borges. Empolgado com a chance de voltar ao Brasil, ele ainda disse ter recebido propostas de outros clubes, mas preferiu o acerto com a Raposa.

"Eu não estou vindo aqui para substituir a história de ninguém, a história dele (Fábio) é inacreditável, é linda e eu venho aqui para construir a minha história, assim como ele não substituiu a história dos goleiros que passaram por aqui, como o Gomes, que ganhou a Tríplice Coroa, Dida, Raul Plassmann, Paulo César Borges, vários goleiros passaram por aqui. Eu venho construir minha história com muita humildade, com muito trabalho, com muita vontade", frisou.

"Eu fui escolhido pelo Cruzeiro e isso para mim é uma honra. E depois eu escolhi vir para cá. Eu não vim para o Brasil porque eu não tinha proposta da Europa. Eu tinha proposta de lá, tinha proposta da Série A do Brasil, eu vim por paixão, por desafio, pela grandeza do clube, um clube de 101 anos de história. Se eu for enumerar os títulos que o clube ganhou, vou ficar até amanhã. Foi considerado o maior clube brasileiro do Século XX. Eu venho pelo desafio, pela paixão, por aquilo que me motiva, que é por isso que eu jogo bola até hoje", completou.

Rafael disse que sente "zero pressão" em assumir o gol do Cruzeiro. "Eu não encaro como pressão. Sinto zero de pressão. Não pela grandeza do Fábio, porque ele é uma referência. Fui uma vez convocado com ele para a Seleção Brasileira, estava muito feliz em conhecê-lo pessoalmente, mas ele acabou se lesionando, foi uma tristeza para mim. Mantive contato com ele, conversei com ele há poucos dias, é um cara que admiro muito, mas não encaro como pressão, mas oportunidade, honra, prazer de vestir a camisa do Cruzeiro, de poder dar continuidade ao trabalho dele e escrever a minha história no clube. Não vou conquistar a confiança dos torcedores diante de microfone, falando na imprensa ou dando entrevista, vai ser com muito trabalho, com muito treino e muita paixão no que eu faço".


Carreira fora do Brasil



Revelado no Santos e com passagens por Napoli e Sampdoria, da Itália, Rafael vinha em atividade no Reading, pelo qual esteve em campo no último dia 8 de janeiro, na derrota por 2 a 1 para o Kidderminster, da sexta divisão inglesa, pela terceira rodada da Copa da Inglaterra.

Rafael comentou sua evolução fora do Brasil. "Eu evolui demais, saí do Brasil com 23 anos, conhecia somente a escola de goleiros do Brasil. E, lá fora, eu tive a oportunidade de trabalhar com treinadores de goleiros espanhol, português, inglês, italiano. Então, eu evolui muito, sou um cara muito aberto, e penso se a gente para de aprender a gente esquece o que aprendeu. Eu me sinto muito mais completo com o jogo com os pés, me sinto muito à vontade, tenho trabalhado muito e venho para aprender e para contribuir e dar meu melhor".



Paulo Pezzolano


O goleiro ainda elogiou o comandante celeste, Paulo Pezzolano. "Eu tinha excelentes referências em relação ao Paulo Pezzolano, só tinha ouvido coisas boas dele, mas confesso que me surpreendi positivamente, já tive reuniões com ele, já assisti a alguns vídeos sobre o que ele espera e já estamos colocando em prática, é algo (jogo com os pés) que disse que me sinto confortável em fazer. Ele se assemelha muito aos técnicos na Europa que gostam de jogar, que querem propor o jogo, treinamentos intensos, jogos intensos, que quer propor, quer um time ativo e não reativo, o que ele pediu para mim eu tenho feito nos últimos sete, oito anos".