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José Aldo absorve derrota, dá mérito a russo e promete voltar fortalecido ao UFC

Nocauteado na Ilha da Luta, manauara admitiu superioridade de algoz

postado em 13/07/2020 08:04 / atualizado em 12/07/2020 23:51

(Foto: UFC/Reprodução)

Derrotado por nocaute técnico no quinto round pelo russo Petr Yan, na disputa do cinturão peso galo (61,2kg) no UFC 251, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi, José Aldo encarou o revés com naturalidade e tranqüilidade. O brasileiro, atropelado no último assalto, deu méritos ao algoz pelo resultado e a conquista do título. O manaura prometeu que voltará ainda mais fortalecido ao octógono.

Aldo, de 33 anos, não resistiu aos golpes e ao ritmo forte do russo no quinto round. O brasileiro foi a knockdown e foi atropelado por Petr Yan no chão, o que levou o árbitro Leon Roberts a interromper a luta – para muitos com atraso -, aos 3min24 do último assalto. O russo conquistou o cinturão que estava vago desde a aposentaria de Henry Cejudo, em maio passado. O manauara, por sua vez, perdeu a chance de se sagrar campeão em outra categoria. Entre 2010 e 2015, ele dominou a divisão dos penas (65,7kg).

José Aldo se manifestou nas redes sociais depois da dura derrota e demonstrou tranquilidade. Ele admitiu a superioridade de Petr Yan, sete anos mais novo, e disse que voltará fortalecido ao octógono. O manauara vinha de revés para o compatriota Marlon Moraes, por ponto, mas ainda assim ganhou a oportunidade de disputar o título até então vago.



“Hoje (domingo) acordei pensando no que dizer a todos, e o que tenho a falar é que a derrota faz parte do esporte, faz parte da minha vida e só não perde aquele que não luta. Eu dei o meu máximo nessa luta, dei o máximo e o melhor nos treinos, dei o meu máximo na minha alimentação, mesmo em tempos de pandemia eu batalhei pelo o que eu queria, mas infelizmente não deu. Ninguém mais do que eu queria muito esse cinturão, queria muito fazer história mas o meu adversário se saiu melhor ontem e ele tem os seus méritos”, postou.

“Mas as pessoas tendem a carregar a ideia de um mundo perfeito e esquecem que perder uma batalha não te torna capaz de humilhar e muito menos descartar o outro. Empatia é se colocar sempre no lugar do outro. Eu voltarei muito mais forte do que já sou. A minha gratidão fica para minha equipe Nova União, aos meus amigos, fãs e minha família a quem dedico o meu melhor todos os dias. Força e honra sempre! Deus é conosco”, concluiu o brasileiro.



Elogios de Dana


O presidente do UFC, elogiou muito os dois lutadores que disputaram o cinturão peso galo. Apesar da dura derrota, Aldo teve atuação valorizada pelo chefão da franquia, que aproveitou para criticar o árbitro. Segundo o mandatário, Leon Roberts demorou muito para interromper o combate, já que o brasileiro estava de costas para o russo, no chão, só recebendo fortes golpes – foram nada menos que 57 socos disparados por Petr Yan em apenas 3min, até a intervenção do juiz central.

“Petr Yan foi muito bem, e Aldo também. Aldo enfrentou o melhor cara do mundo, o que faria a disputa de cinturão contra alguém, e foi muito bem. Ele pode fazer o que quiser daqui para frente. As pessoas o criticaram dizendo que ele não merecia uma disputa de cinturão, mas ele foi muito bem. E foi uma interrupção horrorosa por parte do árbitro. Ele deveria ter parado a luta muito antes. Tivemos muitos problemas com os árbitros e os juízes laterais aqui na Ilha da Luta”, declarou o executivo em coletiva pós-evento.

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