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COPA SUL-AMERICANA

Algozes de Atlético e Corinthians, Colón e Del Valle duelam por título da Sul-Americana

Decisão será realizada em jogo único neste sábado, às 17h30

postado em 09/11/2019 07:00 / atualizado em 09/11/2019 11:41

(Foto: João Vitor Marques/Superesportes)
Surpreendentes algozes de Atlético e Corinthians nas semifinais da Copa Sul-Americana, Colón, da Argentina, e Independiente del Valle, do Equador, se enfrentam neste sábado, às 17h30 (de Brasília), em Assunção, no Paraguai, na decisão da competição continental. Será um jogo histórico para os dois clubes, que lutarão para conquistar o primeiro título internacional de suas trajetórias.

Fundado há 114 anos, o modesto time da cidade de Santa Fe tem como seu maior feito fora da Argentina a quebra de uma invencibilidade de 43 jogos do lendário Santos de Pelé, em 1964. Já em âmbito nacional, o seu resultado mais expressivo em uma competição foi o vice-campeonato argentino em 1997.

Ao projetar a final deste sábado, o técnico do Colón, Pablo Lavallén, que a partir deste ano substituiu Julio Comesaña no cargo, prometeu: "O Independiente del Valle é um bom time, mas nós deixaremos a vida no campo para tentar ganhar nossa primeira copa internacional".

Já o clube do Equador, que é baseado na pequena cidade de Sangolquí, localizada a cerca de 15 quilômetros da capital Quito, terá a sua segunda grande oportunidade de conquistar um título continental. Em 2016, a equipe que joga em um estádio com capacidade para apenas 7.300 torcedores surpreendeu ao eliminar os gigantes argentinos River Plate e Boca Juniors e avançar à final da Copa Libertadores. Porém, acabou sendo superado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, na decisão.

Em solo nacional, o melhor resultado obtido pelo Del Valle foi a conquista do vice-campeonato equatoriano em 2013. Agora, na luta pelo título da Sul-Americana, tenta triunfar sob o comando do treinador espanhol Miguel Ángel Ramírez, contratado em maio passado depois de uma passagem pelo futebol do Catar. Com apenas 35 anos, ele não foi jogador profissional, mas tem no currículo um doutorado em ciências da atividade física.

Dois anos mais velho que o comandante, o meio-campista argentino Cristian Pellerano é uma das maiores referências da equipe do Equador, que tem como outros principais destaques o atacante panamenho Gabriel Torres, o meia-atacante Efrén Mera e o defensor Fernando León, único remanescente do time que disputou a final da Libertadores há três anos.

"Este é o nosso momento, temos nos preparado desde janeiro pensando em ganhar a Sul-Americana", destacou León. "Trabalhamos duro, essa é a nossa meta, um sonho que ninguém vai nos tirar", completou o jogador.

No Colón, os nomes de maior expressão são o atacante Luis Miguel "Pulga" Rodríguez e o goleiro Leonardo Burián, que brilhou nas semifinais ao defender pênaltis na disputa que eliminou o Atlético, em pleno Mineirão, no confronto de volta das semifinais, após derrota por 2 a 1 no tempo normal. No duelo de ida do mata-mata, na Argentina, o time da casa também ganhou pelo mesmo placar.

Já o Del Valle desbancou o favoritismo do Corinthians de forma inesperada ao já vencer o primeiro jogo do mata-mata por 2 a 0, em São Paulo, e depois avançou à decisão com um empate por 2 a 2, no Equador.

Primeira final em jogo único

O confronto deste sábado também vai ficar marcado como a primeira vez em que o título da Copa Sul-Americana será decidido em uma final em jogo único. Isso ocorrerá depois de a Conmebol ter resolvido abolir, a partir deste ano, os tradicionais duelos de ida e volta nas decisões do segundo interclubes mais importante da América do Sul e da Libertadores. Essa última competição terá o seu campeão de 2019 conhecido no próximo dia 23, em Lima, no Peru, palco do embate entre Flamengo e River Plate.
 

A Copa Sul-Americana começou a ser realizada em 2002 e o Del Valle tenta se tornar o segundo clube do Equador a conquistá-la, depois de a LDU ter ficado com a taça em 2009, então levando a melhor sobre o Fluminense na decisão. Já o Colón jogará para justificar a tradição da Argentina, país com mais títulos na história do torneio, com oito taças - San Lorenzo, em 2002, Boca Juniors (2004 e 2005), Arsenal de Sarandi (2007), Independiente (2010 e 2017), Lanús (2013) e River Plate (2014) foram os clubes argentinos que já triunfaram no evento continental.

O Brasil, que em 2018 teve o Athletico-PR ficando com o troféu da Sul-Americana, será representado na decisão deste ano pelo árbitro Raphael Claus e pelos seus auxiliares Emerson De Carvalho e Bruno Pires, trio escalado pela Conmebol. O confronto na capital paraguaia ocorrerá no Estádio Nueva Olla, de propriedade do clube Cerro Porteño.

O time que conquistar o título neste sábado, além de comemorar o primeiro troféu internacional de sua história, vai garantir uma vaga na fase de grupos da Libertadores de 2020.


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