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Presidente diz que Cruzeiro está próximo de obter empréstimo de R$ 300 milhões, mas evita estipular prazo: 'Demora natural'

Dinheiro a ser obtido com fundo internacional quitará dívidas urgentes

postado em 27/03/2019 21:35 / atualizado em 27/03/2019 22:41

<i>(Foto: Tiago Mattar/Superesportes)</i>
O Cruzeiro está perto de obter empréstimo de R$ 300 milhões com um fundo internacional para quitar dívidas de emergência. Ao menos foi o que disse Wagner Pires de Sá, presidente do clube, em entrevista nesta quarta-feira antes do jogo contra o Deportivo Lara, no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo B da Copa Libertadores.


“Nós estamos com as documentações adiantadas. Naturalmente, o empréstimo por um valor significativo a gente tem que mostrar alguns documentos, etc., mas a maioria está totalmente providenciada. Agora é aguardar, né?! Sempre tem uma demora natural”.

Ao mesmo tempo em que ressaltou a proximidade de o contrato ser fechado, Wagner Pires evitou estipular prazo para conseguir o dinheiro. “Prazo não tem. A gente espera que seja o mais rápido possível. Mas um valor dessa magnitude a gente talvez que ir à sede do banco, do fundo. A gente está procurando negociar melhores condições de taxas de juros para que façamos o melhor para o nosso clube”.

Por 316 votos a dois, o Conselho Deliberativo do Cruzeiro aprovou em 11 de fevereiro a proposta de empréstimo de R$ 300 milhões a ser contraído com um fundo estrangeiro. A intenção é ter apenas a instituição internacional como credora.

O dinheiro será usado para finalizar pendências com clubes, ex-parceiros e agentes por contratações e comissões não pagas. Também estão entre as urgências débitos com instituições financeiras e fornecedores. Estima-se que o valor total do passivo gire em torno de R$ 470 milhões, incluindo impostos já renegociados com o Governo Federal.

Conforme noticiado pelo Superesportes em 8 de fevereiro
, o clube terá carência de um ano e meio a partir da assinatura do contrato para começar a pagar a dívida, fatiada em sete parcelas semestrais e com juros anuais inferiores a 9%. O argumento utilizado pela diretoria para convencer os conselheiros é que os bancos brasileiros cobram taxas de até 24% ao ano.

A proposta de pagar o empréstimo em até cinco anos (um ano e meio de carência e três anos e meio de prestações semestrais) passará pela reeleição de Wagner Pires de Sá. Caso ganhe o pleito de outubro de 2020, o atual presidente ficaria no cargo até dezembro de 2023.

A diretoria, portanto, precisa acelerar os trâmites da assinatura do contrato, de modo que as prestações semestrais não ultrapassem um possível segundo mandato de Pires de Sá. Veja abaixo uma simulação:

Fevereiro de 2019 – aprovação no Conselho Deliberativo

Abril de 2019 – assinatura do contrato

Outubro de 2020 – fim do período de carência e pagamento da primeira parcela semestral

Abril de 2021 – segunda parcela semestral

Outubro de 2021 – terceira parcela semestral

Abril de 2022 – quarta parcela semestral

Outubro de 2022 – quinta parcela semestral

Abril de 2023 – sexta parcela semestral

Outubro de 2023 – sétima parcela semestral

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