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Ameaçado, Cruzeiro aposta em ajustes para voltar a vencer em duelo direto contra Flu

No Z4, clube vive má fase em campo e crise político-administrativa-financeira

postado em 08/10/2019 09:03 / atualizado em 08/10/2019 16:58

<i>(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)</i>

O Fluminense não é o único adversário do Cruzeiro nesta quarta-feira, às 21h30, no Mineirão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os jogadores precisarão esquecer o extracampo para voltar a vencer no Nacional depois de seis jogos, o que explica o fato de estar cada vez mais afundado na zona de rebaixamento.

O clima no clube não é bom. Não bastasse a má fase do time, há crise político-administrativa-financeira que acaba afetando todos. E isso acaba criando um ambiente pesado nas partidas, como foi possível sentir no sábado à noite, quando houve empate por 1 a 1 com o Internacional.

Se durante a maior parte do jogo os torcedores apoiaram, cantaram e tentaram ajudar, depois do apito final houve bate-boca entre apoiadores da atual diretoria e opositores. O presidente Wagner Pires de Sá e o vice-presidente de Futebol, Itair Machado, foram alvos de xingamentos, como “ladrão”.

Para os atletas, tudo está interligado e o momento é de buscar remar todos para o mesmo lado. “Temos total consciência do momento que passamos. A cada vez que não ganhamos a gente sabe que é natural a apreensão do torcedor. Por isso nosso objetivo maior é vencer, crescer na competição. A gente fez jogos bons, mas não venceu. Então, é vencer, é disso que precisamos”, afirma o volante e capitão da equipe, que volta ao time depois de cumprir suspensão no sábado.

Segundo ele, as conversas com a diretoria têm ocorrido para que todos procurem ficar tranquilos. Mas o momento é realmente complicado, como se está vendo nos jogos. “Quando os resultados não vêm, você acaba se precipitando nas jogadas. Então, é preciso ter um pouco mais de tranquilidade, escolher a melhor opção com cuidado, buscar um companheiro melhor colocado. É tirar um pouco este peso para a gente tomar as decisões certas. Quanto mais ansioso, maior a chance de errar”, argumenta o camisa 8, que quer o time com a cabeça no lugar para bater o tricolor. “O psicológico neste momento te ajuda muito. Mesmo que não tenha tempo para trabalhar em campo, você exercita a mente, imagina uma jogada, um posicionamento, para que as coisas aconteçam da forma que esperamos.”
 
Problemas

Para o jogo desta quarta, o técnico Abel Braga tem desfalques para escalar a equipe. O zagueiro Cacá e o armador Thiago Neves estão suspensos, enquanto o lateral-direito Orejuela está servindo à Seleção Colombiana. Para completar, o zagueiro Dedé é dúvida, pois, depois de ficar fora do jogo de sábado devido a incômodo no joelho direito, não esteve em campo na tarde dessa segunda. Assim, Edu, de 19 anos, pode jogar.

Mesmo precisando vencer, o treinador pode optar por uma formação teoricamente com maior poder de marcação, com Jádson pela direita e Robinho centralizado na armação. Henrique e Éderson seriam os volantes, com o time do meio para frente sendo completado por David e Fred.

Para o capitão celeste, qualquer que seja o esquema, os jogadores estão prontos para executá-lo. Até porque tiveram três técnicos diferentes de agosto para cá. “Jogamos um pouco mais coesos contra o Goiás, mas, infelizmente, tomamos um gol no acaso, por sorte do adversário. Estávamos mais consistentes na partida naquele momento. Às vezes, é preciso dar dois passos atrás para dar três para frente. Já entendemos isso desde a chegada do Rogério. O torcedor também entendeu e isso é fundamental para este momento”, diz Henrique, não se opondo a uma equipe mais marcadora no jogo. 


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