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Chutes no portão, gás de pimenta: o protesto de torcedores do Cruzeiro nesta terça-feira

Manifestação mirou dirigentes e jogadores do clube

postado em 22/09/2020 11:10 / atualizado em 22/09/2020 12:53

(Foto: Gladyston Rodrigues / EM DA PRESS)
Cerca de 50 torcedores do Cruzeiro protestaram contra diretoria e jogadores nesta terça-feira, em frente à Toca da Raposa II. A manifestação ocorria de forma ordeira até o momento no qual alguns começaram a chutar o portão principal da Toca da Raposa II. De dentro do centro de treinamentos do clube, a segurança jogou gás de pimenta para dispersar o movimento violento.  

Pouco tempo depois, quatro viaturas da Polícia Militar chegaram para fazer a segurança do local. Os principais alvos da torcida são membros da diretoria, em especial o diretor técnico, Deivid, e o supervisor administrativo, Benecy Queiroz, além do presidente Sérgio Santos Rodrigues.

Os jogadores não foram esquecidos. Um dos mais cobrados foi o jovem Maurício, de 19 anos. "Time pipoqueiro, tem que ter raça para jogar no meu Cruzeiro", bradaram os torcedores. "Vergonha, vergonha, time sem vergonha".

No último domingo, o time celeste já foi recebido em Belo Horizonte sob protestos. Dezenas de torcedores foram ao Aeroporto Internacional de Confins cobrar de jogadores e comissão técnica uma reação imediata na competição. Aos gritos de “time sem vergonha”, o ônibus da delegação delegação foi escoltado até a Toca da Raposa II.  

Em 3 de setembro, torcidas organizadas já haviam ido a Confins protestar no desembarque do Cruzeiro após a derrota para o Brasil, por 1 a 0, em Pelotas-RS, pela sétima rodada da Série B. À época, o técnico Enderson Moreira era um dos principais alvos das manifestações. Ele acabou demitido depois do empate por 1 a 1 com o CRB, no Mineirão, pela oitava rodada da competição.
(Foto: Gladyston Rodrigues / EM DA PRESS)

Para o lugar de Enderson, o Cruzeiro contratou Ney Franco. Na estreia dele, o time venceu o Vitória por 1 a 0, no Mineirão, e amenizou um pouco a pressão. Mas bastou o revés para o CSA, por 3 a 1, para o clima voltar a esquentar.

Apesar da grave crise financeira gerada principalmente pela administração anterior, de Wagner Pires de Sá, o Cruzeiro iniciou a Série B com a maior folha salarial, superior a R$ 3 milhões mensais. Somada a isso, a grande tradição do clube dava ao torcedor a expectativa de uma campanha melhor. Até aqui, a Raposa tem quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas, com 46,7% de aproveitamento.

Não bastasse o início ruim, o Cruzeiro foi punido pela Fifa com a perda de seis pontos na Série B devido ao não pagamento de uma dívida com Al Wahda, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do volante Denílson, em 2016. O débito no valor de 850 mil euros é referente à gestão de Gilvan de Pinho Tavares.

Sem a punição, o Cruzeiro estaria com 14 pontos, na oitava colocação, a apenas três pontos do G4. No momento, o líder da Série B é o Cuiabá, com 21 pontos.

O próximo compromisso do Cruzeiro pela competição será na sexta-feira, às 21h30, no Mineirão, contra o Avaí, 12º colocado com 10 pontos.

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