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Advogado de Nova York que representa a promotoria, Kelly Currie repetiu não poder “tratar de pessoas não citadas no dossiê” sempre que questionado sobre o mandatário da Fifa. De qualquer forma, Blatter está na rota de colisão, visto que a investigação já alcançou o escalão mais alto da entidade.
Por enquanto os indiciados pela Justiça norte-americana vão de empresários ligados à Fifa e mandatários de federações e confederações associadas. Representante centro-americano entre os vice-presidentes da Fifa, por exemplo, Jeffrey Webb foi um dos sete presos em hotel de Zurique na manhã desta quarta-feira.
Outros nomes de grande força política nos bastidores também foram detidos, como o vice-presidente da CBF, José Maria Marín, e o presidente da Federação Venezuelana, Rafael Esquivel. Alguns dos 14 indiciados teriam envolvimento em desvio de dinheiro ou enriquecimento ilícito, enquanto outros são investigados por suborno na votação que escolheu a África do Sul como sede da Copa do Mundo de 2010.
Quanto ao último Mundial, porém, o Departamento de Justiça norte-americano não se pronuncia. “Não há nenhuma conduta imprópria (quanto à Copa de 2014), mas faz parte do escopo da investigação pesquisar sobre isso”, explica Kelly Currie, longe de descartar possível corrupção na organização do torneio realizado no Brasil.