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A Justiça dos Estados Unidos vai pedir colaboração de autoridades brasileiras nas investigações de corrupção no futebol, afirmou o Procurador-Geral de Nova York, Kelly Currie, em uma disputada coletiva de imprensa na Corte do Brooklyn nesta quarta-feira para comentar a prisão de dirigentes da Fifa, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Na entrevista, ele afirmou ainda que os Estados Unidos já tiveram a ajuda de outros países e vão procurar mais cooperação internacional, citando que o processo está apenas começando.
Currie afirmou que a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014 não está sendo investigada. "Nenhuma conduta relacionada ao processo de escolha de 2014 faz parte deste processo", disse o procurador na coletiva. Ele citou que o que faz parte das investigações é a escolha da África do Sul como país sede da Copa de 2010.
"As investigações não acabam aqui, estão apenas começando", afirmou na abertura da coletiva a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Loretta Flynch, que antes de ser escolhida pelo presidente Barack Obama para o cargo trabalhou na Corte do Brooklyn, onde foi arquivado o processo. O objetivo é pôr um fim na corrupção no futebol, disse ela. Para o caso de extorsão, Loretta ressaltou que a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão.
Questionados sobre se a empresa de material esportivo Nike faz parte das investigações, Currie disse que não iria comentar. No processo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é acusada por envolvimento em casos de suborno no contrato de patrocínio com uma "grande marca esportiva norte-americana". O procurador também afirmou que não comentaria de nomes que não são citados no processo.