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Tem Jacaré no octógono

Digno representante do jiu-jítsu, a chamada arte suave, capixaba fará um dos principais combates do UFC em BH. E quer mostrar que pode ambicionar cinturão

postado em 20/08/2013 08:59 / atualizado em 12/03/2020 21:06

(Foto: PIERRE BALDEZ/Divulgação)
Uma das maiores atrações do UFC no Combate: Glover x Bader, segundo evento da principal organização das artes marciais mistas no Mineirinho, em 4 de setembro, começou numa modalidade milenar, desenvolvida no Japão e aperfeiçoada no Brasil, com métodos de defesa e técnicas especiais disseminadas pela tradicional família Gracie: o jiu-jítsu. Aos 33 anos, desde os 16 praticando a chamada ‘arte suave’, Ronaldo ‘Jacaré’ Souza, como é conhecido o capixaba de Cariacica, é um digno representante da luta agarrada no mixed martial arts (MMA). Ele disputará a segunda luta mais importante do evento em BH, contra o japonês Yushin Okami, pela categoria peso médio.

Ex-campeão do extinto Strikeforce – evento também pertencente à empresa controladora do UFC, a Zuffa, e que acabou em janeiro –, Ronaldo Jacaré chegou ao Ultimate como candidato a uma futura disputa de cinturão do peso médio. O capixaba estreou em Jaraguá do Sul (SC), em maio, com triunfo por finalização com um katagatame, diante do norte-americano Chris Camozzi. Foi o ponto de partida para o brasileiro buscar a afirmação na divisão, que tem como campeão Chris Weidman, desbancando Anderson Silva – parceiro de treinos de Jacaré na equipe XGym, no Rio de Janeiro.

Agora, ele terá pela frente um oponente experiente, com a determinação dos orientais e equilíbrio na luta do chão e na trocação. Okami já foi desafiante pelo cinturão (perdeu por nocaute para o Spider no primeiro UFC Rio) e ocupa o número três no ranking da categoria peso-médio do UFC. “Enfrentar um japonês é sempre difícil. O Okami pode surpreender, pois luta em pé, no chão, luta no clinch, é preciso pensar muito no que fazer para enfrentar um oponente como ele. É diferente lutar contra um atleta que só tem uma arte marcial”, analisa o brasileiro, quinto mais bem classificado na lista dos 10 melhores da divisão.

No segundo compromisso pelo UFC no Brasil, Ronaldo Jacaré espera aproveitar novamente o apoio dos fãs, desta vez no Mineirinho, para derrotar mais um adversário e concorrente a desafiante, como o japonês. “O reencontro com a torcida brasileira certamente será grandioso, vou fazer o público vibrar com a palma do Jacaré, minha marca registrada”, promete o faixa-preta, que ganhou o apelido dos tempos em que começou no jiu-jítsu. “Sempre prefiro lutar onde a minha torcida está, no Brasil, claro. Por outro lado, também curto o desafio de lutar fora do meu país, buscar novos desafios”, acrescenta.

EM ALTA Ronaldo Jacaré aposta as fichas na luta no chão, pois considera que o jiu-jitsu ainda é fundamento para o MMA. Oito vezes campeão mundial na ‘arte suave’, ele deixa claro que a luta no chão é a sua especialidade, sempre buscando a finalização. Mas também avisa que está bem preparado para os golpes na trocação. “Estou numa constante evolução e sempre tenho alguma surpresa boa para os meus adversários e também para os fãs. Meu jiu-jítsu continua afiado e melhoro mais como lutador de MMA. Podem apostar que vou lutar em todas as áreas”, projeta o capixaba, confiante em outra boa exibição para o público brasileiro. “Estou em uma condição física excelente e tenho certeza de que isso vai se refletir positivamente no octógono do UFC, mais uma vez”, prevê.

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