Vitor Belfort, enfim, rompeu o silêncio sobre o polêmico caso de doping antes da luta contra Jon Jones, valendo o cinturão dos meio-pesados, em 2012 – mas que só veio à tona no mês passado, após reportagem do site Deadspin. Apesar de apresentar taxas de testosterona duas vezes e meia acima normal para um atleta de 35 anos – idade dele à época – o ‘Fenômeno’ garantiu que os exames foram aprovados pelo UFC e pela Comissão Atlética de Toronto, órgão responsável por regulamentar o evento que teve a disputa do título, vencida pelo norte-americano por finalização, no quarto round. O brasileiro ainda afirmou que teve a privacidade invadida com o vazamento da informação, devido a erro da organização, que enviou o resultado, confidencial, a um grupo de pessoas.
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Belfort afirmou que nunca escondeu ser adepto ao TRT, atualmente proibido pela maioria das comissões atléticas, e criticou a abordagem da imprensa no caso. Ele ressaltou o desempenho na luta contra Jon Jones e o comprometimento com a organização, já que aceitou subir de peso e enfrentar o campeão dos meio-pesados mesmo com pouco tempo de preparação, depois da recusa de outros lutadores da categoria.
“Eu nunca escondi nada de ninguém. Mas você conhece a mídia. Eu sempre recebi eles na minha casa e sempre fui aberto em relação a isso. Falo e nunca deixo de responder sobre isso. Divido tudo o que sei. Naquela luta, eu fui aprovado pelo UFC e pela comissão. Estava tudo certo. Fui sem treinamento para uma luta contra Jon Jones e quase o finalizei (no início da luta, ao aplicar um triângulo)”, relembrou.
A próxima luta de Vitor Belfort está agendada para 7 de novembro, contra Dan Henderson, no UFC em São Paulo. Será o terceiro embate entre os veteranos. No primeiro encontro, em 2006, pelo Pride, terminou com triunfo do norte-americano, por pontos. Já na revanche, em 2013, no UFC em Goiânia, o Fenômeno venceu com nocaute fulminante, a 1min17seg.

