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Após reabilitação no UFC, Demian Maia repensa aposentadoria e sugere rival

Veterano de 41 anos mira duelo de 'arte suave' contra Michael Chiesa

postado em 06/02/2019 21:48 / atualizado em 06/02/2019 21:57

Reprodução/UFC
Especialista em jiu-jítsu, Demian Maia lançou mão de sua eficácia na 'arte suave' para se recuperar na divisão dos meio-médios do UFC. Depois de finalizar Lyman Good no primeiro round, em Fortaleza, o paulista, que tem mais duas lutas a cumprir até o término do contrato com a franquia, já pensa no próximo adversário e sugeriu o norte-americano Michael Chiesa.

Demian, de 41 anos, vinha de três derrotas consecutivas, mas, como ele mesmo frisou, foram diante de adversários de renome na divisão até 77kg. O brasileiro foi batido por Tyron Woodley, o campeão, na disputa de cinturão, Colby Covington, atual dono do título interino, e Kamaru Usman, próximo desafiante da categoria. Em todas, o paulista perdeu por decisão unânime dos juízes.

A recuperação veio em Fortaleza, diante de um oponente perigoso. Aos 2min38 do primeiro round, Demian Maia, que estava 'mochilado' nas costas de Lyman Good, encaixou o mata-leão que levou o norte-americano a sinalizar a desistência. Se antes a aposentadoria era algo mais próximo, o veterano do jiu-jítsu parece estar mais focado que nunca no futuro no UFC. Ele sugeriu como próximo rival outro atleta dos EUA, Michael Chiesa, que também tem qualidades na 'luta agarrada'. 

Reprodução/UFC
Para Demian, o duelo contra o Maverick poderia ser também no Brasil. O paulista mira o card do UFC em Curitiba, no mês de maio, provavelmente na Arena da Baixada. "Tem um atleta que já falaram muito que gostariam de me ver lutando com ele. É um cara duríssimo, o Chiesa. Quem sabe estarei de volta em Curitiba", projetou o veterano dos tatames.

Demian Maia deu sinais de que a vitória em Fortaleza representou um novo gás para a sequência da temporada. Ele admitiu incômodo com as derrotas anteriores. "Nunca tinha estado nessa situação de ter essas três derrotas, foi a primeira vez na carreira. Junto com minha equipe, tive que ter muita maturidade para não deixar a pressão tomar conta. Mas consegui vencer e finalizando", avaliou.

"É cedo ainda para falar (em aposentadoria). Com certeza essa vitória é importantíssima, mas vejo a minha carreira como uma sequência de três lutas agora, essa foi a primeira. Se eu ganhar bem a próxima mais uma peça vai ser colocada nesse lugar certo, e aí ganhar a terceira, com certeza... e continuar evoluindo, continuar me sentindo bem, faço sparring bem com todo mundo na academia, consigo ganhar os sparrings, enquanto tiver me sentindo assim e com vontade e prazer de ir para academia treinar, pretendo lutar ainda mais um pouco, mas vamos ver isso aí", comentou. 

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