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Em meio à guerra de salários, Aldo defende UFC e diz que momento é de união entre atletas

Atração na Ilha da Luta, em busca de cinturão, manuara rechaça cobranças

postado em 10/07/2020 09:01

(Foto: UFC/Reprodução)

Atração no card principal do UFC 251, neste sábado, na estreia da Ilha da Luta em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, José Aldo disputará o cinturão peso galo (61kg) contra o russo Petr Yan. O manauara, no entanto, em entrevista virtual promovida pela organização, não deixou de opinar sobre outros assuntos fora do combate. Questionado sobre a ‘guerra de salários’ imposta por alguns atletas contra a franquia, o brasileiro foi firme no comentário e disse que o momento não é propício para cobrar reajuste nos valores para os eventos.

Aldo considera que o UFC, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, que paralisou eventos esportivos e afetou as finanças de ligas em todo o mundo, como no caso da franquia de MMA sediada em Las Vegas, merece o crédito pelo esforço e o investimento para retomar as competições. O Manauara deu uma cutucada em alguns companheiros, entre eles o campeão dos meio-pesados, Jon Jones, que entrou em conflito com o chefão Dana White sobre reajuste nos salários.

“Acho que este é um momento horrível para fazer isso. Vemos tantas empresas falindo, pessoas perdendo empregos de longa data, e aqui está o UFC tentando nos fazer trabalhar, tentando nos dar trabalho. Veja todo o dinheiro que estão gastando. Veja tudo o que eles estão fazendo para voltar e nos levar de volta à luta”, declarou o manauara, campeão peso pena (66kg) entre 2010 e 2015 e que terá a chance de faturar mais um cinturão, agora na categoria de baixo. 

Ao mesmo tempo, Aldo recomendou união para os lutadores no momento de pedir por mais valorização na empresa. Segundo o brasileiro, o momento para isso, no entanto, não é o ideal. “Concordo que precisa haver algum tipo de união e (melhor) pagamento aos lutadores, mas agora, basta olhar para as famílias que não sabem o que será amanhã. Aqui estamos, temos a chance de trabalhar. Nós chegamos até aqui. Já é difícil chegar aqui, então não é o momento certo para fazer isso”, enfatizou.

Entre os que cobraram melhor pagamento do UFC, entrando até em conflito com Dana White, está Jorge Masvidal. Ele seguiu o exemplo de Jon Jones ao defender reajuste salarial para lutar nos eventos. Mesmo ameaçando deixar a organização, o Gamebread, como é chamado, foi convocado de última hora para substituir Gilbert Durinho na luta principal do UFC 251, valendo o cinturão dos meio-médios. O brasileiro testou positivo para COVID-19, foi afastado e teve o sonho adiado de enfrentar o campeão, Kamaru Usman, chance que caiu no colo de Masvidal.

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