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Atração na Ilha da Luta, mineira Poliana Botelho mira ascensão no peso mosca do UFC

Lutadora de Muriaé, na Zona da Mata, encara canadense neste sábado

postado em 15/10/2020 19:06

(Foto: Reprodução/Instagram)

Representante mineira no UFC Fight Night deste sábado, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi, Poliana Botelho busca embalo na divisão peso mosca (57kg). Nascida em Muriaé, na Zona da Mata, ela vai encarar a canadense Gillian Robertson, no card preliminar, pela segunda vitória consecutiva.
 
Aos 31 anos, Poliana não luta desde abril de 2019, quando voltou ao peso mosca, onde começou no MMA, e venceu Lauren Muller por decisão unânime, em Atlanta (EUA). A mineira vinha de revés para Cynthia Calvillo, que encerrou série de triunfos diante de Pearl Gonzalez (decisão unânime)e Syuri Kondo (nocaute técnico), pela divisão peso palha (52kg). 

Adaptada e mais à vontade na divisão onde começou, Poliana considera que a facilidade para bater o peso e não sofrer com o corte em excesso é um fator que a motivou a retornar aos moscas. Além disso, com o crescimento da categoria até 57kg e a chegada de novas lutadoras foi outro ponto que pesou na decisão da mineira de subir.

Em entrevista ao SUPERESPORTES, Poliana comentou sobre a oportunidade de participar de evento na badalada Ilha da Luta e disse que o objetivo é se firmar em definitivo, agora em sua divisão de origem. Em relação à adversária, a mineira projetou um confronto mais tático e garantiu que já tem o antídoto contra o jogo de quedas da canadense, que é adepta do jiu-jítsu.

(Foto: Reprodução/Instagram)


Você se recuperou bem na volta ao peso mosca do UFC. O objetivo é manter o embalo ou já pensar em conquistar espaço na divisão? Você se sente melhor, mais confiante, no peso mosca? Ou pensa em seguir, de repente, nas duas divisões?

 Eu sempre lutei no peso mosca, mas essa categoria não existia na época que eu entrei no UFC – só existia peso palha e peso galo – então acabei optando por lutar na divisão até 52kg. Mas não era o ideal para a minha saúde e meus treinamentos. Eu só pensava em perder peso. Acabei passando muito mal na preparação para a minha última luta no peso palha. Eu sou uma atleta peso mosca, é onde pretendo ficar, é onde me sinto bem e forte.

O que espera da passagem pela Ilha da Luta? Lutar em um local que vem sendo badalado na temporada significa mais visibilidade na carreira? 

Eu acho muito bacana, muito interessante, um lugar espetacular. Mas o mais importante para mim é sair com o braço levantando e trazer essa vitória pra gente. É o mais importante.

Como foi a preparação em meio à pandemia? Fica alguma preocupação ou se sente bem para impor o jogo?

A gente teve uma dificuldade muito grande. Tivemos que reduzir o nosso time, montar uma equipe fechada para ninguém se contaminar. Mas a gente treinou muito bem. Eu ajudei a Ketlen nos dois camps dela e depois entrei no meu. Me sinto uma nova lutadora – mais completa e mais confiante nas minhas armas. Meu corpo está uma máquina, cheguei com um peso ótimo. Estou muito mais bem preparada do que estive nas minhas últimas lutas.

(Foto: Reprodução/Instagram)


O peso mosca está mais valorizado com a chegada de novas atletas, como a subida de Jessica Bate-Estaca? Como você analisa o futuro da divisão?

Na minha opinião, o peso mosca vai ser a melhor divisão do UFC. Ela vem crescendo aos poucos – bons nomes sendo contratados, outros mudando pra essa divisão. Cada vez mais as atletas estão mostrando suas armas aqui dentro.

A canadense tem um bom jogo de chão, finalizou com mata leão na última luta e tem a maioria das vitorias usando bem o jiu-jitsu. Você projeta um duelo mais tático, com quedas e a busca pela finalização?

A Gillian é bem completa, mas ela é mais dependente da luta agarrada. Ela se movimenta bem dentro do octógono para as laterais e dá boas entradas no tempo. Mas eu venho treinando com o Loro Galvão e estou preparada pra isso, pra defender queda e pra ir pro chão com ela e dar meu melhor.

Como ficará a torcida dos fãs mineiros em Muriaé? Você recebe muito apoio deles e dos familiares de Minas?

Uai, com certeza. Eu sempre represento minha cidade com o maior orgulho, mando mensagens, vídeos. A cidade pára, os bares e restaurantes colocam telões. Eu fico muito feliz com as mensagens que recebo.



UFC FIGHT NIGHT: ORTEGA x ZUMBI COREANO


Sábado, 17 de outubro
Ilha da Luta, em Abu Dhabi, Emirados Árabes

CARD PRINCIPAL

Brian Ortega x Chan Sung Jung (Zumbi Coreano)
Katlyn Chokagian x Jéssica Bate-Estaca
Jimmy Crute x Modestas Bukauskas
Cláudio Hannibal x James Krause
Thomas Almeida x Jonathan Martinez

CARD PRELIMINAR

Mateusz Gamrot x Guram Kutaleladze
Gillian Robertson x Poliana Botelho
John Phillips x Jun Yong Park
Jamie Mularkey x Fares Ziam
Gadzhimurad Antigulov x Maxim Grishin
Mark Striegl x  Said Nurmagomedov 

Brasileiros em negrito

Tags: Muriaé UFC peso mosca Poliana Botelho Ilha da Luta gillian robertson