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Mineira Amanda Ribas busca reação em confronto direto no UFC em Las Vegas

Lutadora de Varginha encara Angela Hill no card principal, sábado

postado em 06/05/2021 09:02 / atualizado em 06/05/2021 01:01

(Foto: UFC/Divulgação)

Depois de perder a invencibilidade no Ultimate Fighting Championship, a mineira Amanda Ribas volta ao octógono neste sábado, em busca da reação. A lutadora de Varginha vai encarar uma adversária forte, a americana Angela Hill, em Las Vegas. Será um confronto direto por posição no ranking da divisão peso palha (até 52,7kg) da organização. A brasileira está em 11º lugar entre as top 15 da categoria, seguida pela adversária. 

Em videochamada, Amanda Ribas conversou com a reportagem do SUPERESPORTES, direto de Las Vegas, e comentou sobre a preparação e o grande desafio diante de uma oponente experiente e com rodagem em eventos de MMA nos EUA. A mineira, que vem de derrota para Marina Rodriguez, por nocaute, em janeiro deste ano, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, disse que aproveitou o camp em sua academia, a Team Ribas, ao lado do pai e head coach, Marcelo Ribas, para rever os erros e corrigi-los a fim de dar a volta por cima.

Amanda, de 27 anos, vinha de quatro vitórias seguidas no UFC até a derrota para Marina Rodriguez. Apesar de focar na busca pelo espaço na divisão dos palhas, ela não descartou a possibilidade de volta a atuar no peso mosca (até 57kg), já que o objetivo é ter uma temporada mais ativa na organização. Judoca e faixa-preta no jiu-jítsu, a mineira disse que o jogo de chão é a especialidade, mas projetou um confronto de trocação franca, caso a luta contra Angela se desenvolva em pé. 



CONFIRA A ENTREVISTA COM AMANDA RIBAS

Você terá um duelo direto por posição no ranking com Angela Hill. Isso aumenta a pressão, além do fato de ter perdido a luta anterior?

Pressão não aumenta, e sim a vontade de ganhar. Senti o gostinho da derrota e não gostei. Eu aprendi que a gente não pode se acomodar na luta, é algo que eu busquei melhorar nos treinos e isso é o que vai ser o diferencial. Estarei atenta a todo o tempo, pois a Angela Hill é uma atleta bem rápida, tem um grande volume de golpes. 

Você pretende se fixar na divisão peso palha? Ou ainda pensa em lutar também na divisão dos moscas?

Eu quero fazer mais duas lutas este ano, para fazer isso terá que ser também no peso mosca, senão teria que perder muito peso e meu corpo pode não aguentar. Espero lutar no peso de cima este ano também.

Depois de quatro vitórias seguidas, você perdeu a invencibilidade contra Marina. A derrota serviu como liçao para rever alguns pontos na estratégia?

Eu luto desde que me entendo como gente. Já perdi muito, mas foi a primeira vez que perdi no UFC. Ganhar e perder eu já estou acostumada, mas ter esse ritmo de competição foi bom para mim, desde muito cedo. Já vi os pontos que precisva melhorar, espero que dê tudo certo no octógono.

Na derrota para Marina você mostrou personalidade e admitiu a superioridade da adversária. Isso faz parte da experiência que você adquiriu em cinco lutas no UFC? 

Atleta de verdade tem que pensar que quando não ganha é porque tem alguma coisa errada. Eu fui bem no primeiro round, depois me acomodei e ela achou a distância, encaixou o golpe perfeito e me nocauteou. É uma coisa que já corrigi e pretendo mostrar no octógono, não quero ficar parada. Fui elogiada pelo Dana, realmente eu aproveitei o momento, e o UFC gosta de ver o dia a dia do atleta. 

Quando acabou a luta, ainda em Abu Dhabi, estava tudo bem. Mas quando cheguei em casa e vi a minha mãe, desabei no choro. Colo de mãe é sempre bom, a gente vira neném de novo, conversamos, ela me aconselhou e melhorei logo.



Será sua primeira luta no UFC em Las Vegas. Até que ponto a ausência dos fãs é sentida? Isso aumenta o desejo de lutar lá com os fãs na arena, em outra oportunidade?

Lutei no MMA amador, agora será a primeira vez aqui em Las Vegas, no UFC Apex. Está tudo muito lindo, estou em um quarto que tem até cozinha. Só falta torcida, porque o resto tem tudo, local para treino, alimentação boa, só não haverá torcida. Mas sei que estará todo mundo vendo pela TV, mandando mensagens. Eu quero voltar aqui, será tudo muito lindo lutar com a arena cheia.

Angela Hill é uma lutadora forte, tem mãos pesadas e já rodou muito no MMA nos EUA. Você, que veio do judô e é faixa preta em jiu-jitsu, projeta um duelo melhor no chão?

Eu quero que a minha mão entre, que consiga um soco potente, mas também quero que meu chão e minha queda sejam eficientes. Eu quero mostrar o meu jogo, não pode haver vacilo. 

Como foi o camp em Varginha? Você acha que a preparação em casa, na sua própria academia, sem a necessidade de longos deslocamentos, é benéfico para o camp?

Eu já tinha feito um camp todo em Varginha, para a última luta, e deu tudo muito certo. Agora não conseguiu viajar antes para os EUA por causa da COVID, mas fiquei em minha cidade, na academia, e lá tem tudo, inclusive bons parceiros de treino. Meu pai fez a estratégia de luta no chão, ao lado do sensei (Marcos) Parrumpinha, que nos ajudou em videochamada. Meu irmão cuidou da preparação física, temos nutricionista também, então o bom é que eu tenho tudo lá. Cheguei na minha melhor forma possível para a luta. 

Você acha que a vitória sobre a Angela Hill pode ser um divisor de águas para sua carreira no UFC? Qual a meta em médio prazo na divisão peso palha?

A Angela é uma atleta rápida dentro e fora do octógono. Caiu uma luta no UFC, ela entra e está muito ativa no UFC. O público gosta, o UFC também, e se eu conseguir ganhar, posso sim subir no ranking. Espero que isso aconteça. 

(Foto: Reprodução/Instagram)


O fato de ainda não ter vencido por nocaute no UFC incomoda? Ou você acha que o mais importante é vencer e com boa exibição?

Quero buscar o nocaute, acho muito lindo, mas não importa se não for por nocaute. O importante é vencer, independentemente se por nocaute, finalização ou por pontos. 

Amanda Nunes e Valentina Shevchenko têm dominado as respectivas divisões, peso galo, peso peso pena e peso mosca. Já no peso palha há uma alternância de campeãs. Você considera que o peso palha é a categoria feminina mais equilibrada no UFC?

Está todo mundo no nível muito parecido, um nível forte, não tem ninguém bobo ali mais. Não sei se vai haver muita alternância, mas espero que eu consiga me destacar e conquistar o cinturão. A categoria peso palha é a mais concorrida.

UFC VEGAS 26: RODRIGUEZ x WATERSON

Sábado, 8 de maio de 2021
Local: UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Transmissão: Canal Combate (na íntegra); SporTV 3 (duas primeiras lutas)

CARD PRINCIPAL (21h de Brasília)
Peso-palha: Marina Rodriguez x Michelle Waterson
Peso-meio-médio: Donald Cerrone x Alex Morono
Peso-meio-médio: Neil Magny x Geoff Neal
Peso-pesado: Maurice Greene x Marcos Pezão
Peso-leve: Carlos Diego Ferreira x Gregor Gillespie
Peso-palha: Amanda Ribas x Angela Hill

CARD PRELIMINAR (18h15 de Brasília) 
Peso-pesado: Ben Rothwell x Philipe Lins
Peso-médio: Phil Hawes x Kyle Daukaus
Peso-pena: Ludovit Klein x Mike Trizano
Peso-mosca: Ryan Benoit x Zarrukh Adashev
Peso-médio: Jun Yong Park x Tafon Nchukwi
Peso-meio-médio: Christian Aguilera x Carlston Harris 

Tags: card Las Vegas UFC Varginha peso palha angela hill amanda ribas UFC Vegas 26