A vitória por 2 a 1, de virada, sobre o América-TO, na casa do adversário, foi muito comemorada pelo Atlético, que tem 100% de aproveitamento no Campeonato Mineiro, com duas rodadas disputadas. Mas nem tudo foi bem em Teófilo Otoni. Além de ter sofrido bastante para triunfar – o segundo gol saiu aos 40min do segundo tempo –, o Galo perdeu mais um pênalti no ano, o primeiro em jogo oficial. Havia perdido três em jogos-treinos: o atacante André desperdiçou contra Villa Nova e Tombense, enquanto o volante Richarlyson, que viu Fábio Noronha pegar a sua batida e ainda o rebote no domingo, já havia falhado diante da Patrocinense.
O técnico Cuca está atento, porém, não se mostra tão preocupado com a ineficiência nas penalidades máximas. “Isso não está se tornando um carma, eu não posso fazer desse um fato maior e mais importante que a vitória que nós tivemos. A vitória corrige muitas coisas, mas a gente está atento e vai trabalhar nesse quesito, que é tão importante. Conquistar uma penalidade é tão difícil, e a gente não pode abrir mão dela”, declarou o treinador.
Ele tinha dito que o batedor de pênaltis seria definido pelo desempenho nos treinos, ainda que também fosse necessário levar em conta o momento de cada jogador nas partidas. Levando-se em consideração a primeira afirmação, Richarlyson era mesmo o mais indicado para ir à marca da cal no Vale do Mucuri, pois é um dos que tiveram o melhor aproveitamento na semana passada, durante as atividades na Cidade do Galo. Porém, não estava bem na partida de domingo, tendo cometido erros de saída de bola, além de permitir que o adversário explorasse seu setor.
Depois da partida, o jogador vivia um sentimento ambíguo: estava feliz pela vitória do Galo, mas triste por ter desperdiçado a batida. “Estava confiante e sabia que minha missão era converter a cobrança. Sei que não posso perder dois pênaltis seguidos. Talvez seja nervosismo, não sei, pois nos treinos venho acertando. O jeito é continuar trabalhando para tentar não errar mais”, disse o volante, que, apesar da frustração, garante estar pronto para cobrar as penalidades máximas que forem marcadas a favor do Atlético. “Se o Cuca continuar confiando, vou continuar batendo.”
Ele fez questão de agradecer aos companheiros, que contribuíram para minimizar seu erro ao levarem o Galo à vitória sobre o Dragão. “Por pouco não perdemos dois pontos muito importantes, que poderiam fazer falta lá na frente. Temos de estar atentos a isso e, como disse, continuar trabalhando”, afirmou.
Segundo Richarlyson, às vezes é mais fácil fazer gols com a bola rolando que em cobrança de pênalti: “É um momento difícil, só você e o goleiro, uma pressão muito grande. Se você marca o gol, tudo bem, dever cumprido, fez a obrigação. Se não, vira vilão. Então, tem de ter tranquilidade para acertar”.
DEFINIÇÃO Durante esta semana, Cuca deverá definir se o volante continuará ou não como cobrador de pênaltis do Galo. Se mantiver a política adotada anteriormente, vai passar a responsabilidade a outro, pois disse que André não bateria mais pênaltis depois dos dois erros seguidos.
Que não se transforme em trauma
Pênalti perdido diante do América-TO pouco poderia significar para o Galo se outros três não tivessem sido desperdiçados em jogos-treinos. Cuca está atento ao problema
postado em 07/02/2012 07:00 / atualizado em 07/02/2012 13:10