O ano de 2016 chegou ao fim sem conquistas para o Atlético. Em 2017, a esperança da diretoria é que o time consiga buscar as taças que escaparam no ano anterior. O time ainda se movimentou pouco no mercado, mas os torcedores esperam mais contratações para que a nova temporada seja mais feliz.
O Superesportes analisa abaixo os principais pontos que podem encher o torcedor atleticano de esperança por títulos neste ano.
Boas movimentações no mercado
O Atlético tem a base montada para a temporada 2017. Saíram apenas dois titulares - Leandro Donizete e Júnior Urso, e chegaram dois reforços - Danilo, para ser reserva de Fábio Santos, e Felipe Santana, que vai brigar pela titularidade na zaga. Outros reforços devem aparecer antes da reapresentação do elenco, no próximo sábado.O Atlético deve buscar no mercado mais um zagueiro, dois ou três volantes e um meia que atue pelos lados. Uma eventual contratação para o ataque não está descartada, mas aconteceria apenas numa negociação muito vantajosa. Se conseguir bons nomes nas posições carentes, o Galo vai poder sonhar alto em 2017.
Por outro lado, a diretoria também trabalha para manter suas principais peças. Vários nomes foram especulados no mercado. Agora, os nomes mais citados para possíveis saídas são Lucas Pratto, Clayton e Rafael Carioca.
Comissão técnica em sintonia
Em 2016, o Atlético sofreu com treinadores e suas comissões. O preparo físico da equipe foi muito abaixo dos adversários. O departamento médico viveu recheado de jogadores, a maioria deles com lesões musculares.Para este ano, a diretoria decidiu que Carlinhos Neves voltará a ser preparador físico do clube. Para a comissão técnica de Roger Machado, o Galo terá Diogo Giacomini, que foi treinador interino do clube em 2016. O novo auxiliar fixo do clube sabe o que é necessário e as principais qualidades dos atletas, um trunfo para ajudar Roger em seus primeiros dias de clube.
Organização em campo
Por falar em Roger Machado, o treinador terá papel fundamental na ‘reconstrução’ da forma de jogar do Atlético. O treinador montou um esquema que deu certo no Grêmio. A equipe gaúcha, campeã da Copa do Brasil, é obra do novo técnico do Galo. A forma de jogar mais compactada é exatamente o que faltou para o Alvinegro em 2016.O Atlético levou 89 gols em 75 partidas realizadas. Um número muito elevado. A ideia da diretoria com Roger Machado no comando é fazer a equipe ser mais compacta, com menos espaços entre as linhas e muita movimentação quando tiver a posse de bola.
Roger já mostrou ser capaz de fazer isso em uma equipe de futebol. Mas, no Galo, terá o desafio de fazer as estrelas do clube entenderem o estilo moderno e de entrega em campo.
Vantagem em competições importantes
O Atlético pode ter uma grande vantagem para 2016. Diferentemente de outros anos, a fase de grupos da Copa Libertadores só começa em março (Galo estreia no dia 8). Assim, o técnico Roger Machado não terá que montar um time às pressas e poderá analisar melhor as peças para escalar a melhor equipe.Além disso, o Atlético terá pela frente um grupo com adversários de pouca tradição: Libertad, do Paraguai, Godoy Cruz, da Argentina, e Sport Boys, da Bolívia. A expectativa do torcedor é grande para que o clube avance com o primeiro lugar da chave.
Na Copa do Brasil, o Atlético entra já nas oitavas de final. Antes, serão quatro fases para 80 clubes, que disputarão cinco vagas na mesma classificatória em que o Galo estreia. Para chegar ao título, são apenas oito jogos.
O calendário, no entanto, afunilará no final da temporada. Caso esteja nas duas competições e também brigando pelo título no Campeonato Brasileiro, o Atlético terá que priorizar o torneio em que lutará pela taça até o fim, já que ficou comprovado nos últimos anos que é difícil para uma equipe manter o foco em todas as disputas.