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Jovem acusa Cazares, do Atlético, de estupro e lesão corporal; jogador será ouvido

Mulheres prestaram depoimentos no início da noite desta segunda-feira em Vespasiano, na Grande BH

postado em 09/09/2019 19:24 / atualizado em 09/09/2019 21:23

<i>(Foto: Bruno Cantini/Atlético)</i>

O jogador Juan Cazares, meia do Atlético, é acusado de estupro por uma das mulheres ouvidas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (9). Ela passou por exame de corpo de delito, mas a conjunção carnal foi descartada, segundo a corporação. A confusão aconteceu durante uma festa na casa do equatoriano. 

Além do estupro, a jovem acusa o atleta de lesão corporal. Essa acusação também paira sobre amigos do jogador, que também vão prestar depoimento à polícia. 

Cazares será ouvido pela Polícia Civil ainda nesta segunda. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, o jogador pode, até mesmo, ser preso em flagrante. Contudo, a denúncia precisa ser comprovada por meio de elementos técnicos (provas ou depoimentos de testemunhas).

De acordo com a polícia, Cazares se encontrou com as duas mulheres no domingo, pela primeira vez. As jovens relatam que conheceram o jogador pelo Instagram e, posteriormente, pelo WhatsApp. A partir dessa última plataforma, as partes combinaram uma "resenha" na casa do meia.  

"É um caso emblemático e extremamente complexo, que envolve várias pessoas. Nós estamos adotando as primeiras providências, coletando depoimento de vítimas e testemunhas, bem como angariando provas subjetivos, como laudos médicos", explicou o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Mandel. 

Segundo ele, gravações feitas por câmeras do condomínio serão anexadas ao processo. Esses vídeos, que podem elucidar o caso, no entanto, ainda não estão em posse do delegado. 

O caso

A PM foi chamada por volta das 6h30 desta segunda-feira ao Condomínio Boulevard, em Lagoa Santa. No domingo, Cazares atuou na partida contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, que terminou em 2 a 1 para o time carioca.

Já em casa, ele recebeu um grupo de pessoas para uma festa. Entre as convidadas estavam uma modelo de 20 anos e uma empresária de 24, que ele disse serem “amigas de amigos”. 

“Ele afirma que duas mulheres convidadas da festa entravam no banheiro e demoravam muito tempo. Isso gerou desconfiança da parte dele”, explica o tenente Tiago Nasser, da Polícia Militar. 

“Ele pediu que outra convidada verificasse o que estava acontecendo e ela viu que estavam fazendo uso de entorpecente, loló. Quando ele ficou sabendo disso, disse que não queria uso de drogas na residência dele e mandou que elas saíssem”, completa o militar.

As mulheres estavam reticentes para sair da residência e outros convidados entraram na discussão. Segundo o policial, antes de sair elas alegaram que alguns pertences delas tinham sido extraviados, como maquiagem e outros itens de uso pessoal. 

Isso também gerou discussão com outra pessoa. Começou um atrito verbal, um empurra-empurra. Elas alegam que essa convidada e mais dois rapazes as teriam agredido, empurrado, e dizem que o jogador também teria participado dessa agressão. 

Cazares nega veementemente que isso tenha acontecido. “Ele afirma que elas teriam solicitado a quantia de R$ 10 mil para que o assunto não fosse adiante. Já elas afirmam que ele teria oferecido”. 

Ainda segundo a polícia, a modelo admitiu o uso de loló na festa. A empresária nega. Elas apresentavam arranhões pelo corpo, sem lesões mais graves. 

A casa do jogador fica em um condomínio fechado e elas chamaram a polícia em uma das ruas da propriedade. Cazares também foi localizado no condomínio. Ele não apresentava sinais de embriaguez.

No fim da manhã, o Atlético informou que no momento não vai se posicionar e aguarda a apuração dos fatos.

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