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Torcedores investigados por injúria racial e cusparada em segurança do Mineirão pedem perdão

Suspeitos se pronunciaram por meio de nota divulgada pela advogada Aline Lopes Martins de Paula

postado em 12/11/2019 12:05 / atualizado em 12/11/2019 14:30

(Foto: Reprodução)

Os torcedores que são suspeitos de agredir com cusparada e injúria racial o segurança Fábio Coutinho, de 42 anos, se pronunciaram por meio de uma nota repassada à imprensa pela advogada Aline Lopes Martins de Paula. Os dois vão prestar depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira. Por questões de segurança, os nomes deles não foram divulgados.

Um dos torcedores, o que está sem camisa no vídeo, teria chamado o segurança de “macaco” no momento da confusão. Ele nega. Disse que falou “palhaço”. O torcedor em questão relata que ficou exaltado porque estava preocupado com crianças e idosos presentes naquele setor do Mineirão. Apesar de negar o ato de injúria racial, ele pediu desculpas ao segurança.

"Venho aqui prestar esclarecimento diante do ocorrido no domingo. Estávamos todos exaltados porque a saída de emergência foi bloqueada e, no setor em que estávamos, tinham crianças e idosos. Devido ao spray de pimenta ficamos muito preocupados com o que poderia acontecer. Me referi a Fábio Coutinho como palhaço, em momento algum fiz referência a ele com termos racista como estão mencionando. Podem confirmar nas imagens. Não sou racista! Estava preocupado com as crianças que ali estavam. Porém, me exaltei e externo meu sincero pedido de perdão ao segurança Fábio Coutinho. Quero me retratar com todos, fazer parte deste episódio foi lamentável. Sou pai de família, tenho filhos que cuido com muito amor e ensino a respeitar e amar ao próximo”.

A advogada Aline Lopes defende a posição do cliente. “Foi mal-interpretado. Ele usa o termo palhaço e foi distorcido como macaco, qualquer especialista vai conseguir ver o xingamento neste sentido”, destacou Aline, em contato com o Superesportes.

Cusparada

O outro torcedor usava a camisa do Atlético e falou com o segurança, em tom de menosprezo, “olha a sua cor”. Ele também cuspiu em Fábio Coutinho. Na nota, ele admite os erros. O torcedor pede desculpas e explica que a família está sofrendo com toda a repercussão do caso.

"Peço perdão pelo lamentável episódio de domingo motivado por extrema exaltação e euforia. Fábio Coutinho me perdoe, eu falhei. E peço perdão ao Clube Atlético Mineiro que sou apaixonado, a toda nação atleticana e a todos os amantes do futebol, a qualquer pessoa que tenha se sentindo ofendida, inclusive minha família, em especial esposa, filhas, pais idosos que assim como eu estão sofrendo consequências deste ato falho e impensado. Preciso externar meu arrependimento deixando claro que não sou racista, espero que este pedido alcance o Fábio Coutinho e que ele aceite meu pedido de perdão. Eu errei quando cuspi em você e hoje, extremamente arrependido, peço que me perdoe. É o mínimo que posso fazer, quem me conhece sabe que não sou racista, muito menos um indivíduo violento, e por esta razão quero que todos saibam o quanto me arrependo deste episódio, a todos os que se ofenderam minhas sinceras desculpas. O que eu disse de forma infeliz não corresponde em nada ao que eu penso", disse.

Nessa segunda-feira, o segurança Fábio Coutinho prestou depoimento na Polícia Civil e detalhou todas as ofensas e agressões que sofreu logo após o clássico no Mineirão, no último domingo. Testemunhas também foram ouvidas.

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