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Jogos, gols, análise: a temporada dos jogadores emprestados que estão nos planos do Atlético

Henrique, Wescley, Pablo e André podem fazer parte do elenco do Galo em 2016

postado em 14/12/2015 08:01 / atualizado em 13/12/2015 19:33

Divulgação Clubes e D.A. Press
Mais de um time de emprestados retorna ao Atlético no começo de 2016. Desses, pelo menos quatro estão nos planos da diretoria alvinegra para integrarem o elenco na próxima temporada, quando o Galo terá ao menos cinco competições: Florida Cup, Campeonato Mineiro, Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

O Superesportes fez um levantamento de jogos e gols, além de pegar comentários de jornalistas que acompanharam de perto as temporadas dos atacantes Henrique, Pablo e André, e do meia Wescley.

Henrique, revelado nas categorias de base do Atlético, foi um dos destaques do Paraná Clube na Série B. “Tem um papel tático interessante, recompõe a marcação, muito veloz para puxar o contra-ataque”, diz Daniel Piva, da Rádio Transamérica.

Wescley, também oriundo da base alvinegra, defendeu o Ceará. Foi campeão da Copa do Nordeste, mas depois caiu de rendimento: “Melhorou na reta final com a chegada do Lisca”, avalia Yngrid Matsunobu, do Jornal O Povo.

Pablo, atacante contratado do Oeste, de Itápolis, foi repassado ao América para ter chance de jogar. Precisou recuperar o tempo perdido. “Teve de pegar ritmo de jogo aos trancos e barrancos”, diz Emerson Romano, da Rádio Itatiaia. “É um jogador voluntarioso.”

Já André, maior investimento feito pelo Atlético na história (cerca de R$ 20 milhões, na época), se reencontrou com a camisa do Sport. As manchetes extracampo deram lugar aos gols. “Chegou com desconfiança, mas soube ganhar a torcida e dar a volta por cima”, ressalta Daniel Leal, do Diário de Pernambuco.

Confira a análise completa dos jogadores

Henrique, atacante de 22 anos - Contrato com o Atlético: 31/12/2017


8 jogos no Paulistão pelo XV de Piracicaba
28 jogos na Série B pelo Paraná - 5 gols marcados e 6 assistências

Análise de Daniel Piva, (Rádio Transamérica)


Divulgação Paraná Clube
“O Paraná Clube, em 2015, teve muitas dificuldades com o sistema ofensivo. Procurou muito um homem gol e não encontrou, tanto que quem terminou a temporada como artilheiro foi um meia, um jogador que jogou mais como volante, que foi o Rafael Costa, com apenas sete gols marcados no ano. Foi uma decepção o sistema ofensivo do Paraná, com diversas contratações e nenhuma emplacou. A exceção acabou sendo o Henrique. Só que o Henrique, é importante ressaltar, é aquele jogador que atua pelos lados do campo, o famoso ponta esquerda, ponta direita, normalmente, ele joga mais pela esquerda. Marcou cinco gols e deu algumas assistências. Porém, demonstrou algumas fragilidades, como a finalização. Ele é muito veloz, tem certa facilidade no drible, mas, na hora do arremate ou do passe final, ele se atrapalha. É um ponto a lapidar. Outro problema é que ele é franzino e evita o choque, com isso, pula muito. Teve lance que ele sofreu pênalti e não foi marcado pelo árbitro por conta do histórico do Henrique. Assim como todo o Paraná, teve oscilações, mas não é um jogador irregular. A equipe toda era. É um jogador que tem um papel tático interessante, recompõe a marcação, muito veloz para puxar o contra-ataque”

Wescley, meia de 24 anos - Contrato com o Atlético: 31/12/2017

Temporada no Ceará
9 jogos no Campeonato Cearense - 1 gol
10 jogos na Copa do Nordeste - 1 gol
5 jogos na Copa do Brasil
28 jogos na Série B - 1 gol e 1 assistência

Análise de Yngrid Matsunobu, (Jornal O Povo)

“O Wescley jogou bastante no Ceará, sendo titular quase a temporada inteira. Mas apresentou muita instabilidade. Com o Silas (técnico), entre março e o começo da Série B, e na Copa do Nordeste, conquistada pelo Ceará, ele teve boa passagem. Já na Série B, não somente ele, mas todo o time, não agradou. Ficou entre titular e banco. Só melhorou na reta final com a chegada do Lisca. Recuperou a titularidade. Chegou para ser meia de armação, mas acabou sendo aproveitado mais pelos lados. Foi uma passagem de altos e baixos e não foi decisivo. Marcou poucos gols”

Pablo, atacante de 23 anos - Contrato com o Atlético: 01/06/2018

Jogou pelo Oeste de Itápolis na Série A2 do Paulistão
11 jogos na Série B pelo América-MG - 1 gol

Análise de Emerson Romano (Rádio Itatiaia)


Paulo Filgueiras/ EM DA Press
“O Pablo, quando chegou no América, estava parado há muito tempo, sem ritmo de jogo. Custou a entrar no ritmo, porque o último jogo havia sido no Campeonato Paulista pelo Oeste. No Atlético, só ficou treinando. Teve de pegar ritmo de jogo aos trancos e barrancos. Mais do que isso, teve de jogar improvisado de lateral-direito. É um jogador voluntarioso. Não é nenhum craque, mas também não é ruim de bola. Pode ser importante sim. Terminou a temporada como titular do América, colocando Felipe Amorim no banco. O Givanildo colocou Mancini no banco, com o Toscano, que jogava adiantado, armando, justamente pela qualidade do Pablo de recomposição. O Givanildo tentou uma dobra de laterais com atacantes. Tentou com o Toscano pelo lado esquerdo e não conseguiu. Conseguiu pelo lado direito entre o Pablo e o Walber”

André, atacante de 25 anos - Contrato com o Atlético: 30/06/2016


1 jogo no Mineiro pelo Atlético - 1 gol
1 jogo na Libertadores pelo Atlético
29 jogos na Série A pelo Sport - 13 gols
1 jogo na Copa do Brasil pelo Sport
4 jogos na Sul-Americana pelo Sport - 1 gols

Análise de Daniel Leal (Diário de Pernambuco)

Daniel Leal/ DP/ DA Press
“O André foi muito bem. Dos primeiros aos últimos jogos, ele manteve uma regularidade muito boa. Sofreu pouquíssima oscilação, que é difícil em um campeonato longo. Foi uma das principais referências ofensivas da equipe, ao lado do Diego Souza, os dois principais jogadores ofensivos do Sport. Aqui, ele reencontrou o bom futebol, a alegria que ele falava que tinha na época do Santos. Por várias vezes, afirmou que estava feliz pelo momento da carreira, que se sentia em casa, com um ambiente propício. Chegou com desconfiança, mas soube ganhar a torcida e dar a volta por cima”