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Contratado para garimpar talentos, Éder vira membro da comissão técnica do profissional

Auxiliar de peso, ex-jogador elogia trabalho desenvolvido por Thiago Larghi

postado em 27/03/2018 10:40 / atualizado em 27/03/2018 10:48

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Ainda sem ser efetivado no cargo de forma oficial pela diretoria, o técnico Thiago Larghi ganha cada vez mais prestígio no Atlético. Com bom aproveitamento de 69,4% à frente da equipe – oito vitórias, um empate e três derrotas –, o treinador começa a esboçar as estratégias para encarar o Cruzeiro, neste domingo, às 16h, no Independência, no jogo de ida da decisão do Campeonato Mineiro. Ainda jovem, Larghi, de 37 anos, não está sozinho na missão. Além de sua equipe de confiança, ele conta com um velho conhecido do torcedor alvinegro, que brilhou com a camisa do clube nos anos 1980: o ex-ponta-esquerda Éder Aleixo.

Dono de um dos chutes mais potentes do futebol brasileiro e mundial, Éder voltou ao clube em janeiro para desenvolver o projeto Galo Forte, que garimpa novos talentos pelo país. Mas a função do ídolo alvinegro está sendo muito mais do que isso. Para dar mais experiência ao grupo de trabalho de Thiago Larghi, ele se tornou auxiliar técnico permanente da equipe, atuando nos treinamentos na Cidade do Galo ao lado de outros profissionais, como o também auxiliar Kaio Fonseca, o preparador físico Luís Otávio Kalil e o preparador de goleiros Chiquinho Cersósimo.

Para Éder, o Galo fará uma boa semana de preparação e chegará à decisão com força para tentar tirar a vantagem do Cruzeiro, que será campeão com dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols: “Deixaram o Atlético chegar e o time chegou. Espero dois confrontos equilibrados. O Atlético tem um grupo jovem, mas com jogadores experientes acostumados a decisões. Chegamos nessa final com méritos, com duas vitórias sobre um adversário difícil, que foi o América. Independentemente de o Cruzeiro estar em melhor momento, o Atlético busca seu espaço. A gente viu uma melhora acentuada nos últimos jogos, com o time criando muito. Tudo é trabalho e ele está sendo sério. Vejo com bons olhos e vamos com muita força”.

Aos 60 anos, Éder se mostra satisfeito com a oportunidade dada pelo presidente Sérgio Sette Câmara e pelo diretor de futebol Alexandre Gallo: “A gente está no dia a dia com a garotada. O convívio é bacana, com brincadeiras. Deixei bem claro que estou aqui para ajudá-los, que sou uma pessoa simples e que estaria à disposição quando precisarem. Nada melhor do que estar com um grupo bacana, que quer vencer. E eles têm tudo para conseguir os resultados, pois estão treinando e demonstrando comprometimento junto com o Thiago, um treinador jovem”.

Ele vê semelhanças entre o time atual e o grupo que encantou o país nos anos 1980, na geração que tinha também Reinaldo, Luisinho, Toninho Cerezo, entre outros: “O Atlético tem uma identidade, maneira de jogar. O trabalho do Thiago é importante. Ele está mudando algumas concepções, até porque o futebol se modernizou. Apesar de jovem, ele tem um potencial enorme, uma visão muito legal. Ele está mostrando que é capaz. Em 1980, o time também era mesclado por jovens e atletas experientes. Isso ajuda. Com os mais jovens, estamos sempre explicando mais. É uma grande oportunidade e o Atlético tem tudo para melhorar”

SEXTA PASSAGEM Esta é a sexta passagem de Éder pelo clube. Foram três como jogador – de 1980 a 1985, de 1989 a 1990 e de 1994 a 1995 –, uma como gerente de futebol (2004) e uma como auxiliar técnico de Procópio Cardoso (2005). Como atleta, ele atuou em 368 jogos e marcou 122 gols. Durante a trajetória no clube, conquistou seis campeonatos mineiros.

No dia a dia, é comum ver o auxiliar orientando o posicionamento dos atletas nos trabalhos táticos e participando dos treinos técnicos de cruzamento. De sua perna esquerda saem os cruzamentos em treinos de jogadas de bola parada. Nos vestiários, ele também conversa com os atletas sobre os fatos positivos e negativos do futebol: “Gosto de passar um pouco da minha experiência. Foram momentos maravilhosos, mas tive problemas com indisciplina e expulsões. Não passo o que foi de melhor. Passo o que fiz de errado para que não ocorra com eles. Sou da casa e isso ajuda, contribui, pois trabalhei com muitos aqui. Não tem coisa melhor do que conviver com essa molecada. Eu, com 60 anos, chutando bola com eles... Tudo isso revigora”, conta.

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