Logo na estreia no Brasileiro, o time alvinegro levou virada inesperada do Vasco, em São Januário. Começou vencendo por 1 a 0, com gol de Otero de fora da área, mas tomou dois, marcados por Wagner e Yago Pikachu. Em seguida, o time de Thiago Larghi ganhava do São Paulo por 2 a 1, em pleno Morumbi, e sofreu gol de Diego Souza também quase no fim.
Os dois últimos duelos, da mesma forma, trazem lições para os jogadores alvinegros. Contra o Sport, o Galo conseguiu virar o placar para 2 a 1 (saiu perdendo na etapa inicial), mas voltou a dar espaços e acabou batido por 3 a 2, no Recife. E contra a Chapecoense, iniciou em desvantagem, reagiu, chegou a fazer 2 a 1, viu os visitantes empatarem, passou à frente de novo e terminou tomando o terceiro gol. Não fossem as viradas sofridas, o Atlético poderia ter somado mais 10 pontos na tabela, o que deixaria a equipe com 24 pontos, com boa vantagem sobre o atual líder, o Flamengo (20).
Para tentar melhorar o rendimento do time, Thiago Larghi mexerá na formação contra o América, dando nova oportunidade a jogadores mais experientes e preparados para lidar com situações adversas. O lateral-direito Emerson e o zagueiro Bremer serão substituídos por Patric e Leonardo Silva, que tinham perdido espaço. Eles terão a missão de ajudar o setor defensivo a reduzir as falhas: foram sete gols sofridos em três confrontos recentes, algo inédito sob o comando de Larghi.
Leonardo Silva, aos 38 anos, entende que a equipe precisa evoluir na leitura de jogo e voltar a ter atuações mais seguras e consistentes: “Acho que não falta concentração. É bem complicado analisar essa situação. Já trabalhamos e tivemos médias melhores neste ano. Essas duas foram as únicas partidas em que o Atlético sofreu três gols. E quando a gente equilibra um ponto, desequilibra em outro. Fortalecemos a parte defensiva, deixamos de fazer gols e agora sofremos. Estamos em busca do equilíbrio, ter atenção nos detalhes em cada momento do jogo. A gente acaba se perdendo um pouco e oferecendo ao adversário uma virada, empate ou vitória. Acredito que nunca deixamos de nos concentrar. É fortalecer cada sentido dentro de um jogo para que não oferecermos oportunidades ao adversário”.
Outro atleta com longa história no futebol, o atacante Ricardo Oliveira, de 38 anos, sabe que o Atlético precisa mostrar em campo aquilo que foi testado nas atividades na Cidade do Galo: “Sabemos dos desafios, como a competição é difícil e da dinâmica ruim que tivemos nos últimos três jogos. Mas existe uma fé de que o ambiente vai ser normalmente de vitórias, que há pouco tempo estávamos tendo. Estamos preparados psicologicamente para não deixar as coisas negativas nos afetar. É preciso controlar as emoções. Temos um bom time e todos acreditam nesse trabalho feito até agora”.
Mais mudanças
Além de Patric e Leonardo Silva, Thiago Larghi confirmou a entrada de Juninho na lateral esquerda e o retorno do volante Adílson ao meio-campo. O primeiro jogará improvisado na vaga Fábio Santos, que levou o terceiro amarelo, e o segundo volta depois de cumprir suspensão automática. Hoje, haverá atividade fechada, com trabalho de jogadas de bola parada.
Além de Patric e Leonardo Silva, Thiago Larghi confirmou a entrada de Juninho na lateral esquerda e o retorno do volante Adílson ao meio-campo. O primeiro jogará improvisado na vaga Fábio Santos, que levou o terceiro amarelo, e o segundo volta depois de cumprir suspensão automática. Hoje, haverá atividade fechada, com trabalho de jogadas de bola parada.