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Linha de frente em xeque: baixa produtividade do Atlético tem relação com queda do ataque

Setor ofensivo do clube alvinegro já foi o melhor do Campeonato Brasileiro

postado em 09/11/2018 10:50

Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Falta pontaria, mas também falta confiança. Em seu pior momento na temporada, com cinco jogos sem vitória, o Atlético vive o reflexo do que o seu setor ofensivo produziu nessas partidas: marcou apenas um gol, na derrota para o Ceará por 2 a 1, em Fortaleza, na semana passada. Para que a maré possa virar, o Galo dependerá muito do reequilíbrio técnico e emocional dos jogadores de criação e dos atacantes diante do Palmeiras, domingo, às 17h, no Independência, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo será justamente contra a melhor defesa da competição: sofreu 22 gols em 33 partidas.

Desde que assumiu a equipe, Levir Culpi vem conversando com o grupo a respeito da importância do controle emocional na reta final do Nacional. Segundo o treinador, todos devem estar mentalmente preparados para lidar com a pressão pela falta de resultados positivos. O ataque tem se mostrado o mais sensível – se antes era o melhor da competição, caiu para o terceiro posto (48 gols em 33 jogos, média de 1,45 por partida), atrás de Palmeiras e Flamengo.

Recuperar a confiança nas finalizações é o primeiro passo para deixar a má fase. Apesar de ser o artilheiro do Galo em 2018, com 20 gols, o atacante Ricardo Oliveira está há quatro jogos sem marcar e tem sido alvo de críticas da torcida. Seu substituto natural, Denílson, contratado durante a Copa do Mundo, não conseguiu balançar as redes nas seis partidas em que esteve em campo. O colombiano Chará é o dono do maior jejum, que já dura 14 confrontos. Ele só fez um gol desde que chegou ao Galo, na derrota para o Palmeiras por 3 a 2, em julho, logo em seu segundo jogo pela equipe.

Reforço mais caro da gestão do presidente Sérgio Sette Câmara (custou R$ 26 milhões aos cofres alvinegros), o camisa 11 sabe que o grupo precisa ter mais tranquilidade para marcar os gols e ajudar o Galo a voltar a vencer: “É uma situação que não queríamos que fosse assim. Se quisermos que isso mude, temos que fazer um pouco mais. Precisamos criar mais situações de gol. Não estamos concretizando, mas o grupo quer vencer. Sempre entramos em campo para buscar o resultado. Quando os resultados não vêm, toda a equipe sofre”.

Novamente à disposição depois de cumprir suspensão automática na derrota para o Grêmio, o meia-atacante Luan lamenta que o Atlético tenha criado chances, mas não fez os gols necessários: “A única forma de virar a fase é vencendo no domingo. No dia a dia a gente está trabalhando forte, buscando melhorar. A bola bate na trave, não entra. Do adversário, a bola desvia e é gol. Temos de mudar essa energia”.

INDEFINIÇÃO


Nos três primeiros treinos da semana, Levir Culpi não deu qualquer pista em relação à equipe que encara o Palmeiras no Independência. Nas atividades na Cidade do Galo, o treinador mesclou titulares e reservas em formações de poucos jogadores. A principal dúvida está no setor criativo: ele precisa definir se mantém o uruguaio David Terans na armação ou retorna com o equatoriano Cazares, que só entrou no segundo tempo diante do Grêmio. O volante Matheus Galdezani cumpre suspensão automática – Luan deve entrar na vaga. A tendência é que hoje haja um coletivo para o esboço dos titulares. O trabalho será fechado para a imprensa.

Jejum de gols do alvinegro:

Ricardo Oliveira
4 jogos sem marcar
Último gol: 5 a 2 contra o Sport, em 30/9
20 gols em 2018

Chará
14 jogos sem marcar
Último gol: 2 x 3 Palmeiras, em 22/7
1 gol em 2018

Cazares
1 jogo sem marcar
Último gol: 1 x 2 Ceará, em 29/10
8 gols em 2018

Luan
12 jogos sem marcar
Último gol: 3 x 0 Botafogo, em 19/8
5 gols em 2018

Denílson *
7 jogos sem marcar
Não balançou a rede pelo clube

Leandrinho **
3 jogos sem marcar
Não balançou a rede pelo clube

Edinho **
6 jogos sem marcar
Não balançou a rede pelo clube

* Fez só uma partida como titular
** Entrou no decorrer dos jogos

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