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Rodrigo Santana admite chateação com gol no começo, mas elogia superação do Atlético

Treinador exalta reservas e diz que sempre confiou na força do grupo

postado em 14/07/2019 23:10 / atualizado em 14/07/2019 23:30

<i>(Foto: Pedro Souza/Atlético)</i>
O técnico do Atlético, Rodrigo Santana, viveu um misto de emoções na dramática vitória de virada sobre a Chapecoense, por 2 a 1, neste domingo, na Arena Condá, pelo Campeonato Brasileiro. Desde os instantes iniciais, quando a equipe da casa abriu o placar, até o fim, com o gol de Vinicius nos acréscimos, o comandante do Galo teve diversas sensações na partida.

O gol sofrido logo aos 30seg de jogo foi algo difícil de digerir, segundo o treinador. Ele admitiu amolação com o lance, diante das dificuldades previstas em um estádio acanhado e com o gramado pesado por causa da chuva. "A gente orientou sobre essa bola no Everaldo. Logo no início, a equipe fria, acabou tomando gol de uma forma que a gente treinou bastante e já sabia. Isso chateia a gente bastante", declarou.



Rodrigo, no entanto, elogiou o comportamento da equipe, principalmente pelo fato de nunca ter desistido de buscar o resultado. "A equipe não deixou de correr, de acreditar. É muito difícil jogar aqui, gramado molhado, equipe muito bem treinada. Fazia alguns anos que o Atlético não ganhava aqui. A gente sabe o quanto é difícil. Mas na base da superação e da entrega a gente conseguiu essa virada", avaliou.

O treinador exaltou ainda mais o grupo pelo fato de ter escalado um time totalmente formado por reservas. Ele preferiu resguardar os titulares para o jogo da volta contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira, no Independência, pela Copa do Brasil. Mesmo com a equipe 'B', o Atlético teve uma base forte, com Léo Silva, Maidana, Guga, Otero, Vinicius, Geuvânio e Ricardo Oliveira, além dos estreantes, o paraguaio Ramón Martínez (volante) e o uruguaio Lucas Hernández (lateral-esquerdo).

"A gente conseguiu passar força e confiança para esse grupo que veio. Todos estão querendo essa oportunidade, esse ritmo de jogo. E a gente tem essa confiança no grupo. (Escalar reservas) Fez com que todos se sentissem úteis e viessem aqui fazer um grande jogo. Para a gente utilizar nessas decisões de mata-mata quem estiver 100%, com a mente forte, focado", observou.


Dedicação premiada


Rodrigo Santana disse que a disposição dos jogadores que atuaram em Chapecó, além da obediência tática, poderão significar até uma chance contra o Cruzeiro. O técnico ficou muito satisfeito com a entrega do grupo, com os atacantes cumprindo função de voltar para ajudar na marcação e os defensores chegando à frente. Tanto que o zagueiro Maidana aproveitou rebote do goleiro e empatou a partida.

"A gente tinha essa confiança. Muitos perguntaram se a gente ia vir com um time alternativo. Em momento nenhum, titubeei ou tive dúvida sobre trazer quem jogou lá (contra o Cruzeiro). Não. O Atlético é grande, o grupo é muito forte. Pode ter certeza de que quem foi muito bem aqui hoje e se tiver condições de jogo para 90 minutos na quarta-feira, a gente vai pensar com carinho para entrar com força máxima", projetou.

"Terminamos o jogo com dois centroavantes, Papagaio e Ricardo Oliveira. No momento sem bola, todos baixavam para marcar, para dar carrinho. Papagaio entrou muito bem, lutando até o final. E o Galo é isso. Eu falo para eles (jogadores): jogador que não der carrinho, que não acreditar até o final, que não der pique, se não sair de lá desmaiado, não é jogador do Galo. A camisa pede essa entrega, essa raça. Por isso saio feliz com a vitória, porque eles mereceram. Estão de parabéns", comentou.

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