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Rodrigo Santana vê Atlético mais 'pilhado' e diz que derrota no Mineirão serviu de lição

Técnico ressalta mudança de postura do time no Horto e pede sequência

postado em 17/07/2019 23:03 / atualizado em 18/07/2019 00:45

<i>(Foto: Juarez Rodrigues/EM/DAPress)</i>
Depois da vitória sobre o Cruzeiro, por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Independência, o técnico Rodrigo Santana elogiou a mudança de postura do Atlético em relação à derrota de 3 a 0 no primeiro duelo, no Mineirão. O comandante disse que os jogadores entraram mais ligados, até pela necessidade de buscar o resultado diante da torcida, mas considera que a falta de atenção no Gigante da Pampulha foi determinante para a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil. 



Rodrigo Santana ressaltou a luta dos jogadores, que buscaram ao menos devolver o placar e levar a decisão para os pênaltis. Mas o treinador admitiu certo desconforto do time no Mineirão. "A gente amargou essa desclassificação por causa do primeiro jogo, a gente não entrou tão atento. Por mais que a gente crie um cenário que seja clássico, muitos jogadores dizem que no Mineirão eles parecem que a todo momento estão mais longe do jogo, da bola. Essa atmosfera do Independência, próxima da torcida, desse calor, faz com que eles estejam mais atentos", avaliou.

Ele disse que a eliminação serviu como uma lição para o time, especialmente em relação ao nível de atuação no primeiro clássico. O treinador espera que a postura dos jogadores seja a mesma do Independência para os compromissos no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. "A preparação da semana foi muito grande, muito forte em cima deles, isso aí serviu de lição para todos nós entrar assim. Domingo já tem outra pedreira aqui dentro de casa (o Galo enfrenta o Fortaleza, no Horto) e a gente sabe da responsabilidade de se manter na zona de classificação da Libertadores, e a cobrança é essa entre eles também. A gente sai bastante chateado, ferido, e vamos levar essa lição para o resto do ano, pode ter certeza", declarou.



Com a necessidade de agredir mais o Cruzeiro para buscar a reviravolta no segundo clássico, o treinador optou por uma formação ofensiva e com características diferentes da que atuou no Mineirão. "A gente precisa ser um pouco mais objetivo, mais decisivo, trazer um perigo para a área deles; clareou, bate no gol, alça na área. Acho que aquela zona de perigo a gente precisa explorar um pouco mais. Foi onde a gente optou pela entrada tanto do Otero, que é um jogador mais intenso, tem uma batida boa de fora da área, tem a bola parada, o Jair, que nos daria um pouco mais de qualidade na saída de bola, que a gente sabia que o Cruzeiro com as linhas bem baixas, e fizeram uma bela partida", observou.

"Até tive algumas ideias de ir pouco mais ofensivo, mas a gente sabe que também o adversário é perigoso, a gente poderia ser contra-atacado, mas a equipe respondeu bem. Infelizmente a gente não conseguiu os três gols, no mínimo, para levar a decisão para os pênaltis, porque a nossa ideia era virar. Sabendo que era difícil, mas com o elenco que a gente tem, com vontade e essa disposição, a gente poderia ter saído daqui mais feliz", comentou.


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