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Vice-presidente prevê longa paralisação no futebol e diz que Atlético está precavido com crise

Corte de 25% foi feito para clube conseguir cobrir gastos nos próximos meses

postado em 01/04/2020 07:00

(Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O Atlético anunciou, no último domingo, corte de 25% dos salários dos funcionários que recebem acima de R$ 5 mil mensais. A medida foi adotada pelo clube para conter possíveis crises financeiras durante o período de paralisação do futebol brasileiro em função da pandemia do novo coronavírus.

A partir desta quarta-feira, os jogadores do clube estão em férias coletivas. Elas vão durar 20 dias, com possibilidade de aumento de mais dez dias caso o futebol ainda esteja paralisado. O corte salarial só começará na folha que será paga em maio.

Para o vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, o futebol não será retomado no mês de abril. Ele acredita que os campeonatos no Brasil só serão retomados em julho.

“Há uma perspectiva concreta que esse problema do coronavírus não vai se encerrar antes de 30 de abril. A experiência internacional nos mostra isso. No cenário mais otimista, vamos puxar isso para junho e os campeonatos voltariam em julho”, disse Lásaro, em entrevista ao canal ESPN.

O clube acredita que, com o corte de 25%, estará seguro por mais alguns meses sem a arrecadação de jogos ou programa de sócios.

“Fizemos alguns levantamentos e simulações. Exatamente por isso é que fizemos a projeção de fazer o abate de 25% para cobrir, em perspectiva que o futebol retorne em junho. Mas não acredito, a experiência internacional está mostrando isso, e o Brasil foi negligente”, completou.

Como será a redução

Sette Câmara explicou como será feita a redução nos salários. "Vou te dar um exemplo, a pessoa ganha R$ 6 mil, então o R$ 5 mil não mexe. O R$ 1 mil que ele ganha a mais vai sofrer uma redução de 25%". 

"O que o Galo vai fazer em relação a todos os funcionários? Mês de março, CLT, estamos em dia com o pagamento de salário, mês de março, CLT, vamos pagar normalmente. A imagem, que vence dia 20, nós vamos pagar também integralmente, e as férias, que foram dadas aos jogadores de 20 dias, também serão pagas integralmente. Essas não têm desconto, a partir do dia 21 que essa regra começa a valer", destacou, em entrevista à rádio 98FM. 

77% não sofrerão redução

Segundo Sette Câmara, 77% dos funcionários não sofrerão redução. "Nós temos que passar por essa crise sem deixar o Atlético destroçado financeiramente e ao mesmo tempo preservando a grande maioria dos empregos. Esta medida será a partir dos R$ 5 mil e não atinge 77% dos nossos colaboradores".

Demissões

Sette Câmara falou também em demissão. Ele disse que quem não aceitar a redução pode comunicá-lo que será desligado do Atlético. 

"Primeiro lugar, eu penso em defender o clube, eu não fico muito preocupado se o atleta chiou ou não chiou, se o funcionário chiou ou não chiou. Se alguém tiver insatisfeito, pode me comunicar que a gente faz o desligamento, não tem problema nenhum. O que eu tenho que defender em primeiro plano é o Clube Atlético Mineiro", frisou. 

Algumas demissões serão feitas nos clubes de lazer, na Cidade do Galo e até mesmo no elenco. "Infelizmente, nós vamos ter que fazer alguns ajustes também na nossa folha com algumas pequenas demissões. Não tem jeito, a gente tem que ajustar, e essa medida foi muito estudada, pensada, discutida com pessoas de alto nível".

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