Em circunstâncias normais, a derrota do Atlético para o Santos seria algo perfeitamente aceitável no Campeonato Brasileiro, diante da força dos paulistas em casa. Mas absorver uma resultado negativo da forma como ocorreu na Vila Belmiro é algo difícil, ainda mais para uma equipe que vinha de duas boas atuações, contra São Paulo e Coritiba. Jorge Sampaoli e o grupo certamente vão se perguntar o porquê de uma atuação coletiva tão estranha. Como é possível um time que busca o título nacional se perder completamente num partida?
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Os inúmeros desfalques do Peixe teoricamente levariam o favoritismo para o lado dos mineiros, que vinham evoluindo a cada partida sob o comando do argentino. Mas a expulsão justa do goleiro Rafael, num momento em que o Atlético era muito superior, jogou por terra a estratégia dos visitantes. Depois disso, o que se viu foi um time completamente desorganizado na defesa e com pouquíssima aptidão ofensiva. Atletas que são pilares da equipe – como Junior Alonso e Jair – ficaram visivelmente nervosos, perdendo o combate no meio-campo.
Francamente, é difícil imaginar uma situação de jogo na qual um goleiro leva o cartão vermelho com poucos minutos. Mas é fundamental que os atletas controlem o psicológico e mantenham a postura organizada em partidas fora do normal. Além da qualidade técnica, um time vencedor se faz pela capacidade de manter o equilíbrio emocional. E a responsabilidade de trabalhar esse aspecto é de Sampaoli.
A derrota fora de casa não será grande prejuízo, desde que o Atlético consiga se reabilitar dentro de seus domínios, diante do Bragantino. Com os desfalques de Rafael, Jair e o próprio Jorge Sampaoli, a missão torna-se mais difícil, mas não impossível. O time mineiro ainda tem um jogo a menos que os rivais, já que o confronto com o Athlético foi adiado.
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