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Atlético: médico não dá prazo para total recuperação de quem teve COVID-19

Clube confirmou publicamente 33 casos de coronavírus na Cidade do Galo

postado em 31/12/2020 12:14

(Foto: Pedro Souza/Atlético)
Em novembro, um surto de COVID-19 atingiu a Cidade do Galo. Passado mais de um mês desde que o último caso se tornou público, o médico do Atlético, Rodrigo Barreiros, detalhou o processo de recuperação dos jogadores e os reflexos físicos e psicológicos da doença.

O profissional evitou dar prazos até que um atleta que tenha contraído o coronavírus retome a melhor performance. “A recuperação do atleta envolve vários fatores: o físico, o emocional... Tudo isso é afetado pela COVID-19”, avaliou Rodrigo Barreiros, em entrevista publicada pela TV Galo nesta quinta-feira.

Desde o início da pandemia, o Atlético tornou públicos 33 casos de coronavírus entre dirigentes, integrantes das comissões técnicas e jogadores (do masculino, do feminino e da base). A maioria dos infectados teve apenas sintomas leves da doença. Em alguns, porém, a COVID-19 deixou complicações físicas mais significativas.


Foi o caso, por exemplo, do meio-campista Alan Franco. Diagnosticado com a doença em 14 de novembro, quando defendia a Seleção Equatoriana, o jovem de 22 anos ainda não conseguiu recuperar a melhor forma física.

“Alguns jogadores sentem muito mais que outros. Alan (Franco), por minha percepção, olhando todos os dias para ele, comprovei que teve uma complicação maior, que lhe custou (caro). Agora, está entrando no ritmo outra vez”, analisou o técnico Jorge Sampaoli.

“Geralmente, o atleta quando retorna do período de quarentena apresenta um déficit muscular, de força e de performance física. Muitas vezes, tem até um quadro psicológico mais afetado, porque é um período de quarentena, muitas vezes longe da família, tem aquele medo de evoluir para um quadro mais grave”, prosseguiu Rodrigo Barreiros.

“Todos são fatores que vão afetar na recuperação completa desse atleta. Então, não tem como ter uma receita de bolo, vamos dizer assim, para saber em quanto tempo o atleta vai alcançar 100% da performance após a infecção por COVID-19”, completou o médico atleticano.

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