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Tchê Tchê confidencia que torceu pelo Atlético e vibra: 'Bagulho é do povo'

Meio-campista comemorou título da Libertadores de 2013 e diz que é um sonho realizado vestir a camisa alvinegra: 'Não estou falando para agradar a Massa'

postado em 31/08/2021 17:43

(Foto: Pedro Souza/Atlético)

O meio-campista Tchê Tchê confidenciou que, de longe, vibrou pelo Atlético na histórica campanha do título da Copa Libertadores de 2013. O jogador de 29 anos relatou que aquele período fez com que ele se identificasse com o clube e passasse a sonhar com vestir a camisa alvinegra - o que se realizou em 2021.

"O Galo é uma parada muito louca. Hoje, estou lá. Tem um cara que eu torcia muito... É o Réver, que ganhou a Libertadores em 2013. Eu gritei o bagulho. Eu gritava o ‘Eu Acredito’, porque era um bagulho que arrepiava. Os caras viraram jogo... Final da Libertadores, perdeu de 2 a 0. Foi para o Mineirão, ganhou de dois e foi campeão nos pênaltis", contou, em entrevista ao podcast Podpah, fazendo menção a Réver, agora seu companheiro de clube.

A identificação com o Atlético veio acompanhada da admiração que nutriu em relação à torcida, que empurrou o time rumo à conquista da América naquela temporada e da Copa do Brasil, em 2014. "Mano, era um bagulho que eu olhava e falava: ‘Caraca, o bagulho é do povo, mano’. Teve um jogo contra o Flamengo (pela Copa do Brasil) que foi épico. Também (contra o Corinthians). Eu sempre me vi com a camisa (do Atlético)", disse.

Na resposta, Tchê Tchê fez referência às goleadas atleticanas sobre Flamengo e Corinthians na vitoriosa campanha da Copa do Brasil de 2014. Nos dois casos, o Galo perdeu o jogo de ida por 2 a 0 e levou um gol no Mineirão. Por conta do critério do gol qualificado, o time mineiro precisava vencer por 4 a 1. E conseguiu.

"Quando eu cheguei, eu falei: ‘Mano, eu me vi com esta camisa’. Estou realizando um sonho de estar aqui. Não estou falando para agradar a Massa, falando que sempre quis jogar aqui. Não. Eu me via com o bagulho. Para mim, é um sonho estar vestindo a camisa do Galo. Quero passar anos lá, não quero sair de lá. Quero continuar lá. Estou lá há seis meses e não quero sair", completou Tchê Tchê.

Elenco

O meio-campista chegou ao Atlético em abril, num processo de montagem de um forte elenco que tenta repetir os títulos alcançados entre 2013 e 2014. Até aqui, tudo vai bem. A equipe foi campeã mineira, é líder do Campeonato Brasileiro, semifinalista da Copa Libertadores e está nas quartas de final da Copa do Brasil. Para Tchê Tchê, o segredo do sucesso até aqui é a força do grupo.

"É muito cara bom. Eu já passei por lugar com 11 caras bons e mais dois que não estão jogando, mas estão no mesmo nível e é da hora. Agora, é todo mundo bom, muito bom. Tanto é que sai um e entra o outro, que vai melhor do que o que estava. Aí um está suspenso, entra o outro e arregaça. É assim. E é assim que a gente vem se mantendo e está dando certo nas competições, porque o nível é muito alto. Seja no jogo ou no treino, a exigência é muito grande", disse.

"Então, jogando ou não, você está se preparando para estar no mais alto nível, porque uma hora ou outra ou você saiu ou entrou, ou está jogando e perde a posição, mas daqui a pouco já está jogando de novo. É muito rápido e todo mundo é importante. Isso é o que a gente mais bate na tecla no Galo. Não é só um ou dois. É óbvio que tem pessoas que são mais faladas do que outras e isso é assim em qualquer profissão. O reconhecimento às vezes vem mais forte para um ou para outro, até pelos nomes que a gente tem no elenco. Mas todo mundo é importante no grupo: seja o que ainda não entrou nos jogos ou o que vem resolvendo as partidas", prosseguiu.

"É assim que a gente vem conseguindo conquistar o que a gente está conquistando até agora. É óbvio que é pouco ainda, faltam os títulos, mas acho que a gente está no caminho certo", completou.

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