Atlético x Palmeiras: CBF admite erro em expulsão de Patrick de Paula

Volante palmeirense foi expulso no primeiro tempo do jogo vencido pelo Galo por 2 a 0, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro

16/09/2021 13:54 / atualizado em 16/09/2021 13:55
compartilhe
Patrick de Paula durante o jogo entre Atlético e Palmeiras
foto: Cesar Greco/Palmeiras

Patrick de Paula durante o jogo entre Atlético e Palmeiras


A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu que o árbitro Bruno Arleu de Araújo (Fifa/RJ) errou ao expulsar o volante Patrick de Paula, do Palmeiras, na derrota por 2 a 0 para o Atlético. O jogo foi disputado em 14 de agosto, no Mineirão, e valeu pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O lance ocorreu aos 35 minutos do primeiro tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0. O jogador palmeirense escorregou e atingiu de maneira temerária o volante Jair, do Atlético. Inicialmente, o árbitro não puniu Patrick de Paula. Depois, decidiu aplicar um cartão amarelo - o segundo dele na partida, que causou a expulsão.

A decisão de Bruno Arleu de Araújo causou muita reclamação do lado palmeirense. O clube paulista enviou um ofício à comissão de arbitragem da CBF e recebeu, em resposta, o reconhecimento de que a expulsão foi injusta. A troca de documentos entre Palmeiras e a comissão veio à tona nessa quarta-feira, quando Patrick de Paula foi julgado - e absolvido - pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

"O ofício foi respondido no dia seguinte entendendo que não houve falta no lance e sim um mero escorregão. O árbitro estava próximo do lance, mas com o rosto virado. Quem informou sobre a falta foi o árbitro auxiliar. Mesmo sendo expulso incorretamente, o atleta não questionou e deixou o campo normalmente. Patrick nunca foi expulso nas categorias de base e profissional. A defesa requer a absolvição do atleta", argumentou o advogado palmeirense Andrés Perez.

O auditor Rodrigo Raposo, um dos que votou pela absolvição de Patric de Paula, corroborou o que disse o representante do Palmeiras. "Vou absolver o atleta por não ter sido nem falta, na medida que se tratou de um lance ocasional e que realmente escorregou. Isso está chancelado no parecer da ouvidoria da Comissão de Arbitragem da CBF que aponta esse equívoco da equipe de arbitragem na expulsão do atleta", disse.

Outras expulsões


No jogo, o árbitro Bruno Arleu de Araújo também expulsou dois integrantes da comissão técnica alviverde: o treinador Abel Ferreira e o auxiliar João Martins, ambos por "reclamação desrespeitosa". Na súmula, porém, o juiz disse não ter identificado quais palavras foram ditas durante as reclamações dos profissionais do Palmeiras.

Após a exibição de vídeos levados pela defesa alviverde, o procurador Daniel Guerreiro Bonfim retirou a denúncia contra Abel por entender que não houve infração e manteve aos demais denunciados. João Martins foi julgado e absolvido.

“Não há imagens e nem descrição na súmula sobre quais seriam os gestos e as palavras ditas pelo auxiliar. O relato na súmula é insuficiente para punir o auxiliar. Na dúvida deve prevalecer o benefício do réu. A defesa pede a absolvição”, disse o advogado do Palmeiras.

O auditor Rodrigo Raposo justificou o voto pela não punição a João Martins. "Ao assistente eu também vou absolver na medida que a denúncia não detalha a situação em si e a simples reclamação é permitida. Para que a reclamação seja punida é necessário que conste o desrespeito e as palavras ditas", disse.

Com o mesmo entendimento e voto, o auditores Bruno Tavares, Alexandre Monguilhott e Éric Chiarello, presidente em exercício, também absolveram Patrick de Paula e o assistente João Martins. A decisão de primeiro grau cabe recurso ao pleno.

Compartilhe