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O humor de Hermes e Renato por trás dos protestos de torcedores do Cruzeiro

Programa da MTV serviu de inspiração para manifestações dos cruzeirenses

postado em 26/11/2019 11:42 / atualizado em 27/11/2019 08:38

(Foto: Divulgação)

Nas últimas semanas, os protestos de torcedores do Cruzeiro têm demonstrado uma erudição jamais vista em manifestações deste tipo. Isso tem causado certa estranheza em todos do mundo do futebol.

A resposta para o vocabulário rebuscado está no humor de Hermes e Renato, programa da MTV exibido entre 2000 e 2009.

Na última quinta-feira, a palavra sevandijas foi pichada nos muros da Toca da Raposa II.
Agora, nesta terça, foi a vez do termo quilingue ser escrito na fachada da sede do clube.

A palavra quilingue está ligada à cultura da corrupção e desonestidade. Já sevandijas é um nome dado a parasitas e vermes.

Em comum, essas palavras foram utilizadas em programas de comédia do grupo Hermes e Renato.

 


No episódio 'Cultura Quilingue', os comediantes retratam “hábitos de pilantragem do brasileiro”.

"Em um país que vive à base de pequenos golpinhos, existe uma herança cultural que é passada de pai para filho, de filho para neto, de neto para tataraneto e também para o sobrinho. Pilantragem? Estelionato? Ou apenas uma inocente carraspana? Cultura Quilingue, isso é o que veremos no documento Trololó", diz um apresentador, em um quadro do programa da MTV.

Já no episódio 'Máquina da Verdade', quadro do Programa do Urso, o apresentador pergunta ao personagem Jackson Gotardo se ele era "proxeneta do pai e sevandijas da mãe". Jackson enrola na resposta. Na sequência, o apresentador questiona: "É verdade que você não sabe o que é proxeneta nem sejandivas?". Jackson parece confuso e erra na definição. Ele afirma que sevandijas é o filho do meio. Depois, diz que é o primeiro filho da mãe.


Hermes e Renato eram interpretados pelos atores Marco Antônio Alves e por Fausto Fanti, respectivamente.

Fanti foi encontrado morto em seu apartamento em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, em 2014. A morte foi tratada como suicídio.

(Foto: Reprodução)

 

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