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Presidente do núcleo gestor diz que Cruzeiro tem dívida de R$ 20 milhões com empresários e alerta para possíveis irregularidades

Saulo Fróes desconfia de ilegalidades em contratos e revelou que tudo será apurado antes de qualquer pagamento

postado em 23/01/2020 19:30 / atualizado em 23/01/2020 20:21

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)

O Cruzeiro tem uma dívida de cerca de R$ 20 milhões com empresários, revelou o presidente do núcleo gestor, Saulo Fróes. O mandatário desconfia de possíveis irregularidades em contratos e revelou que tudo será apurado antes de qualquer pagamento.

“Somente para empresários, o Cruzeiro tem um débito enorme, cerca de R$ 20 milhões, de anos anteriores. Existem indícios de irregularidades e nós vamos apurar todos estes contratos. Se estiver tudo certo, tem que pagar, mas se não estiver, além de discutir essa dívida, nós vamos levar para as autoridades, até as últimas consequências, se for preciso”, disse Fróes, em entrevista ao site oficial do clube.

Fróes criticou os empresários que estão procurando a Justiça antes de tentar um acordo com o Cruzeiro. Isso ocorreu com os jogadores Thiago Neves, David, Éderson e Fabrício Bruno – este fez um acordo e tirou a ação que movia contra o clube.  

O atacante David e o volante Ederson são agenciados por André Cury. O meia Thiago Neves é representado por Leandro Lima. Por sua vez, Fabrício Bruno tem a carreira gerida por Fábio Mello e Luciano Brustolini.

“A relação dos empresários com o Cruzeiro deve ser pautada pelos princípios éticos. Não podemos aceitar a falta de ética, compostura, e principalmente, os agentes incentivando os jogadores a entrarem na Justiça, e ir para um caminho que não é o adequado. Desde que assumimos, diante da situação difícil do Cruzeiro, nós temos procurado conversar com todos os jogadores, para adaptar à realidade. Em nenhum momento faltou diálogo de nossa parte. Pelo contrário, tanto que nós já chegamos a um bom termo com alguns deles. E com os que estão faltando, nós chegaremos. Por outro lado, em nenhum momento quisemos segurar os atletas. Todos que desejaram sair, saíram, e as portas ficaram abertas, em um possível retorno”, destacou Fróes.

O presidente do núcleo gestor do Cruzeiro disse que o clube não deve mais trabalhar com jogadores de empresários “que viraram as costas no momento que o clube mais precisou”.

“O que não podemos admitir são agentes que são tendenciosos, que agem por interesse próprio, que procuram os caminhos somente através da Justiça. Nós respeitamos, eles têm todo o direito, mas acreditamos que não é a forma adequada, acreditamos que antes deve se ter um diálogo, para não dar um prejuízo ao clube que não tem necessidade. Estes agentes se esquecem que o Cruzeiro é eterno. Hoje nós estamos em uma situação difícil, mas nós vamos voltar ao topo. Aqueles que nos deram as mãos, nós vamos lembrar, e aqueles que recolheram as mãos, nós também vamos lembrar”.

A partir de agora, não vamos admitir que estes agentes continuem transitando livremente pelo clube, trazendo jogadores, quando no momento em que o Cruzeiro mais precisou, eles viraram as costas. Não iremos abrir mão da ética, da transparência, da melhor relação. A relação só é boa quando é boa para ambas as partes e aí está sendo somente para uma parte, e isso nós não vamos admitir. Recentemente tivemos os casos de jogadores que, amparados por seus empresários, procuraram a via errada, ao nosso ver, o que só atrapalha a relação. Mas felizmente a maioria dos empresários tem entendido a situação do clube, buscando diálogo em busca das melhores soluções”, reforçou Saulo Fróes.

A diretoria do ex-presidente Wagner Pires de Sá é investigada por Polícia Civil, Ministério Público e Polícia Federal. Nesta semana, a Justiça determinou a quebra de sigilo bancário de Wagner, do ex-vice-presidente de futebol Itair Machado, do ex-diretor-geral Sérgio Nonato e do ex-diretor jurídico Fabiano de Oliveira Costa.

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