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'Time sem vergonha': Cruzeiro é recebido com protestos em BH após nova derrota na Série B

PM montou um bloqueio que impediu a aproximação dos manifestantes

postado em 20/09/2020 19:43 / atualizado em 20/09/2020 20:48

(Foto: Filipe Ikis/divulgação)
Pela segunda vez neste mês de setembro, o Cruzeiro foi recebido com protestos em Belo Horizonte após mais um resultado decepcionante na Série B do Campeonato Brasileiro. Torcedores comuns e integrantes de organizadas foram neste domingo à noite ao Aeroporto Internacional de Confins, na Grande BH, cobrar de jogadores e comissão técnica uma reação imediata na competição. No sábado, o time foi superado pelo CSA por 3 a 1, em Maceió. O resultado negativo pela 10ª rodada manteve o time com oito pontos e na 15ª posição, duas acima da zona de rebaixamento. A distância para o G4 é de nove pontos.



Dezenas de torcedores se concentraram no Terminal 3 na tentativa de ter acesso ao ônibus do Cruzeiro. Porém, a Polícia Militar montou um bloqueio que impediu a aproximação dos manifestantes.

Time sem vergonha”, gritaram os torcedores quando avistaram os jogadores a caminho do ônibus. Houve também protestos contra a diretoria. “"Ôôô, pede dinheiro, mas não escuta o torcedor”.

O cântico tem relação com a Operação Fifa, campanha iniciada em julho pelo presidente Sérgio Santos Rodrigues para arrecadar doações. A finalidade da ação é ajudar o clube no pagamentos de dívidas. Até a noite deste domingo, o Cruzeiro tinha contabilizado mais de 20 mil depósitos, com valor total de R$ 718.489,54.

(Foto: Filipe Ikis/divulgação)




 Em 3 de setembro, torcidas organizadas já haviam ido a Confins protestar no desembarque do Cruzeiro após a derrota para o Brasil, por 1 a 0, em Pelotas-RS, pela sétima rodada da Série B. À época, o técnico Enderson Moreira era um dos principais alvos das manifestações. Ele acabou demitido depois do empate por 1 a 1 com o CRB, no Mineirão, pela oitava rodada da competição.

Para o lugar de Enderson, o Cruzeiro contratou Ney Franco. Na estreia dele, o time venceu o Vitória por 1 a 0, no Mineirão, e amenizou um pouco a pressão. Mas bastou o revés para o CSA, por 3 a 1, para o clima voltar a esquentar.

Apesar da grave crise financeira gerada principalmente pela administração anterior, de Wagner Pires de Sá, o Cruzeiro iniciou a Série B com a maior folha salarial, superior a R$ 3 milhões mensais. Somada a isso, a grande tradição do clube dava ao torcedor a expectativa de uma campanha melhor. Até aqui, a Raposa tem quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas, com 46,7% de aproveitamento.

Não bastasse o início ruim, o Cruzeiro foi punido pela Fifa com a perda de seis pontos na Série B devido ao não pagamento de uma dívida com Al Wahda, dos Emirados Árabes, pelo empréstimo do volante Denílson, em 2016. O débito no valor de 850 mil euros é referente à gestão de Gilvan de Pinho Tavares.

Sem a punição, o Cruzeiro estaria com 14 pontos, na oitava colocação, a apenas três pontos do G4. No momento, o líder da Série B é o Cuiabá, com 21 pontos.

O próximo compromisso do Cruzeiro pela competição será na sexta-feira, às 21h30, no Mineirão, contra o Avaí, 12º colocado com 10 pontos.

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