Segundo a denúncia, estruturada a partir de documentos oficiais de caráter público, borderôs de jogos e balancetes, a Minas Arena escondeu receitas que deveriam, em parte, ser transferidas ao estado, de acordo com o contrato.
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Um dos principais questionamentos do deputado é em relação aos ganhos da concessionária, que lucrou R$ 55,1 milhões em 2013 e 2014. Esse dinheiro, contudo, foi classificado como “reserva de subvenção” para investimento no próprio estádio. Se o montante fosse classificado como lucro, o repasse mensal que o estado faz à gestora seria menor, gerando economia para os cofres públicos.
"É preciso esclarecer que todas as operações do Mineirão são auditadas por um Verificador Independente, empresa contratada pelo Governo do Estado que avalia a performance da Concessionária, desde o ponto de vista da operação, gestão até o seu desempenho financeiro", prosseguiu a concessionária, que ainda lamentou a subutilização do Mineirão, que diminui o lucro das empreiteiras responsáveis pela administração: "Dos 66 jogos previstos para ocorrerem por ano no estádio, de acordo com o edital da PPP do Mineirão, apenas metade está sendo realizada no estádio, frustrando as projeções de receita da Minas Arena e desequilibrando o contrato de PPP".
A denúncia já foi entregue ao Ministério Público e será apreciada pela promotora Elizabeth Vilela.
Confira, na íntegra, a nota da Minas Arena
NOTA DA MINAS ARENA À IMPRENSA
A Minas Arena desmente e repudia veementemente as supostas irregularidades apontadas pelo deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira e ainda considera absurdas todas as colocações apresentadas. É preciso esclarecer que todas as operações do Mineirão são auditadas por um Verificador Independente, empresa contratada pelo Governo do Estado que avalia a performance da Concessionária, desde o ponto de vista da operação, gestão até o seu desempenho financeiro.
É importante ressaltar que o valor referente ao lucro mencionado pelo deputado não existe. Há um erro básico de compreensão na fala do deputado com relação ao balanço da Minas Arena. A Concessionária investiu recursos próprios (R$ 677,3 milhões) na obra de reforma e modernização do Mineirão. Este valor está sendo custeado pelo Estado em 300 parcelas mensais contadas a partir de fevereiro de 2013. Os repasses do Estado não poderão ultrapassar o valor total do investimento. Ressalta-se que os pagamentos feitos à Minas Arena são um ressarcimento dos investimentos que a empresa aportou em um ativo que é de propriedade do Estado e que, em 25 anos, retornará a ele. Todo o dinheiro recebido pela Concessionária refere-se ao pagamento dos custos e financiamentos feitos para construção do novo estádio, não tendo sido distribuído, até hoje, nenhum lucro aos seus acionistas, o que está previsto ocorrer somente daqui após a quitação dos investimentos feitos.
É primordial ressaltar que, dos 66 jogos previstos para ocorrerem por ano no estádio, de acordo com o edital da PPP do Mineirão, apenas metade está sendo realizada no estádio, frustrando as projeções de receita da Minas Arena e desequilibrando o contrato de PPP, o que obriga a Concessionária a solicitar o seu reequilíbrio.
Reiteramos que as demonstrações financeiras da Minas Arena também são auditadas por empresa especializada (PricewaterhouseCoopers) e, ainda, de acordo com a fórmula presente no contrato da PPP para remuneração da Concessionária, não é interessante para a empresa, em nenhum cenário, omitir qualquer receita proveniente de sua operação, uma vez que quanto melhor o seu desempenho financeiro, melhor será tanto para a Concessionária quanto para o Estado.
Vale ainda destacar, por fim, que o Mineirão trabalha de forma séria, transparente e incessante para atender o frequentador da melhor forma possível. O estádio já foi considerado o melhor do país por jogadores e treinadores. Desde sua reinauguração, o Gigante da Pampulha já foi palco de 129 partidas de futebol, diversos shows nacionais e internacionais, potencializou receitas para os clubes, tanto pela ampliação do programa de sócio torcedor, bem como, registrando rendas históricas para os clubes mineiros.