América
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Ele esteve lá em 2001. E decidiu

postado em 01/05/2012 08:12 / atualizado em 01/05/2012 08:16

Marcos Michelin/EM/D.A Press
Depois das comemorações pela vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, que garantiu a classificação para as finais do Campeonato Mineiro, e pelos 100 anos do clube, ontem à noite, no Palácio das Artes, o América se concentra para os duelos diante do Atlético, previstos para os próximos domingos, às 16h, no Independência. Depois de eliminar com competência o Cruzeiro, a torcida está com fé de que o ano do centenário será histórico. Agora com chances reais de conquista do título, que há 11 anos não faz parte da história do clube. O último foi exatamente em cima do Galo, em 2001, ao vencer o primeiro jogo por 4 a 1 e perder o segundo por 3 a 1. O herói foi o atacante Alessandro, o único renascente da equipe. Ele fez o gol do Coelho, aos 32min do segundo tempo, quando o Atlético vencia por 3 a 0 e o clássico caminhava para a decisão do título nos pênaltis.

Depois daquele feito histórico, o futebol de Alessandro, até então um reserva no Coelho – no primeiro jogo da finalíssima atuou cinco minutos e, no segundo, 25 – partiu para voos mais altos, mas que se tornaram rasantes. Ele vestiu a camisa de vários clubes, sempre acreditando que iria dar o salto maior. Tanto que jogou no Cruzeiro e no Atlético. Mas, pouco rendeu.

Revelado no fim dos anos 90, chegou aos profissionais em 2001. As primeiras chances foram com Lula Pereira, o último técnico campeão mineiro pelo América. Seus outros times foram o Feyenoord, da Holanda; Fluminense, onde ficou apenas três meses; Lierse SK, da Bélgica; Flamengo, Juventude, Vasco, Ipatinga, Albirex Niigata, do Japão; novamente o Ipatinga, onde foi artilheiro por duas vezes da Série B do Campeonato Brasileiro; Sport do Recife e, finalmente, a volta ao América.

Jogando pelo Ipatinga, em 2010, nos jogos contra o Coelho foi chamado de traidor pela torcida, mas deu a volta por cima. Com as camisas do Tigre e do Coelho mostrou ser um atacante presente. Já no Cruzeiro e no Atlético, ele reclamou que não teve as oportunidades que devia. Chegou a ter um atrito com o técnico Adílson Batista, no time celeste, e foi dispensado. Para Alessandro, tudo se resume hoje em poucas palavras: “É a minha história no futebol, mas vejo o presente com a força divina para construir o que de mais de bonito está reservado: o título, que vai premiar toda uma geração e, ainda, marcar para sempre o nome de todos no ano do centenário”.

Alessandro anda resignado e emotivo. As semifinais não saem da sua cabeça. Não tem como fugir que vive um grande momento. Na reabertura do Independência, fez os dois primeiros gols na nova casa, na vitória por 2 a 1 sobre o Argentinos Juniors; foi uma peça importante em toda a campanha do Campeonato Mineiro, depois de ficar de fora alguns jogos devido a uma lesão na coxa direita; e se não foi o personagem principal das semifinais, com certeza, será o nome que jamais será esquecido. Ao fazer o terceiro gol na primeira partida (3 a 2), com sua equipe chegando à vantagem de 3 a 0, sinalizou com as mãos que estava tudo terminado para o rival.

Seu ato revoltou os cruzeirenses, que tentaram usá-lo para tentar uma motivação extra, visando ao segundo jogo. Mas Alessandro não se importou. O Cruzeiro, na sua visão, deu força para ele e seus companheiros: “Sabíamos que eles estavam inseguros”.

Um privilégio Considera ser um privilégio a chance de decidir mais um título, novamente contra o Atlético (não atuou nas finais em 2010 pelo Ipatinga por estar suspenso): “Vamos encará-lo com seriedade, humildade e determinação em busca do objetivo, que é a conquista”. Foi o que o técnico Givanildo Oliveira pediu desde o primeiro dia de trabalho em 2012.

Hoje cedo, no CT Lanna Drumond, ele recebe os jogadores. Não há nenhum problema. A semana será dedicada a intensos treinamentos.