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Depois de rápida negociação, Givanildo traça metas no América: 'Subir ou lutar contra a queda'

Treinador falou com o Superesportes após acerto com o Coelho e explicou que planejamento depende de novo julgamento sobre escalação de jogador irregular

postado em 17/09/2014 18:30 / atualizado em 18/09/2014 00:16

Tiago Mattar /Superesportes

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

O América concretizou nesta quarta-feira, cinco dias após a demissão de Moacir Júnior, a contratação do folclórico Givanildo Oliveira. “O Caio (Salum, assessor especial da presidência) me ligou hoje de manhã, nove horas, e por volta de 13 horas batemos o martelo”, revelou o novo treinador do Coelho em entrevista ao Superesportes. Com contrato até o último jogo da Série B, Givanildo não sabe se comanda o time diante do Vila Nova-GO, no próximo sábado, mas já tem planos para seu trabalho à frente do grupo.

“Minha conta é que são mais 15 jogos, então, quando aceitei assumir o América estou contando é isso. Se vai perder 21 pontos ou 6 ai é outra história. Eu espero, e pelo que eu entendo, vai perder só seis. Se for seis, meu trabalho vai ser para subir. Ao contrário, pelo menos evitar o rebaixamento”, planejou Givanildo.

Na conversa por telefone com a reportagem, o técnico também detalhou o acerto, contou bastidores da negociação, comentou sobre sua chegada a Belo Horizonte e opinou sobre a fase delicada que o América vive nos tribunais esportivos.

Aos 66 anos, Givanildo carrega a vasta experiência de ter trabalhado em mais de 20 clubes. Ele registrará sua quarta passagem pelo América. Sob seu comando, o clube conquistou a Série B de 1997 e a Série C de 2009.

Confira a entrevista completa:

Negociação com o América


"Fechamos. O Caio me ligou por volta de nove horas, porque o Marcus Salum está viajando, e eu tenho uma amizade com eles dois e com os outros membros do comitê. Mas o Caio me ligou porque sempre quando eu vou para o América é o Salum que me liga. O acordo foi rápido, não teve muito problema não. Ele me ligou às nove. Uma hora e pouca da tarde acabamos batendo o martelo."

"Foi um acerto sim, porque não trabalho sem nada assinado, mas não é um contrato. Porque quando você faz contrato, você faz de um ano... E fechamos por seis meses. Foi um acerto, assim: “vamos fazer um pacote”. E aí fechamos. A princípio, fico até o último jogo, dia 29 de novembro."

Chegada a Belo Horizonte

"Tenho que ver aqui em Campina Grande como vai ser, agora. Vou daqui para Recife de carro e são três horas e meia de viagem, mais ou menos. Vou tentar sair daqui amanhã de manhã, fazer um acerto com o clube em que estava (Treze) e, de repente, estou com a expectativa de assistir o jogo (América e Vila Nova, sábado, às 16h) lá em Goiânia."

STJD


"Meu pensamento não é no STJD. Isso aí não é comigo, é com advogado, diretoria do clube. Tenho que pensar é dentro do campo. Minha conta é que são mais 15 jogos, então quando aceitei assumir o América estou contando é isso. Se vai perder 21 pontos ou seis ai é outra história. Eu espero, e pelo que eu entendo, vai perder só seis. Se for seis, meu trabalho vai ser para subir. Ao contrário, pelo menos evitar o rebaixamento."

História no clube

"Graças a Deus tenho muitas passagens pelo América e isso é bom. Mas preciso chegar em Belo Horizonte, começar a trabalhar e começar a ganhar. Até porque, se não, nenhum treinador sobrevive sem vitória. Primeiro é começar a ganhar, iniciar os 15 jogos já com esse primeiro contra o Vila Nova, que pretendo assistir, fora de casa."

Possibilidade de treinar a equipe já contra o Vila

"Não vou para o banco sem fazer nenhum treino. Se eu tiver condições de resolver meu distrato aqui e fazer pelo menos o treino na sexta-feira, aí já muda. Mas sem fazer nada, eu não posso chegar e assumir. Vou tentar correr para chegar na sexta. Se eu não for para Belo Horizonte, vou direto para Goiania."

Atual elenco do América

"Conheço muita gente, até porque eu tenho uma figura aí que é meu amigo, que eu levei, que é o Claudinho (Cláudio Prates, auxiliar técnico). Já trabalhei com alguns atletas também (Gilson e César Lucena são exemplos)."

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