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BRASILEIRO 1971

Campeões pelo Atlético em 1971 relembram festa que foi do Maracanã a Belo Horizonte

Jogadores do Galo contam emoção de cair nos braços da massa em BH

postado em 18/12/2016 10:02 / atualizado em 18/12/2016 11:16

O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 30/12/1971

O árbitro Amando Marques apita o fim do jogo. Delírio dentro de campo e na arquibancada. Telê Santana sai do túnel rumo ao campo. Os jogadores correm em sua direção. A eles se juntam o vice-presidente Fábio Fonseca. No gramado do Maracanã, um corre-corre de um lado para o outro. Veio a volta olímpica, mas os protagonistas do título se recordam pouco da festa no estádio. As lembranças mais consistentes são principalmente da chegada a Belo Horizonte.

19/12/1971 Arquivo O Cruzeiro/EM/D.A Press.


“Lembro que festejamos no vestiário. Estouramos champanhe. Para mim, era o sonho realizado”, conta Ronaldo. Dali, os jogadores foram de ônibus diretamente para o Aeroporto Santos Dumont, onde embarcaram para a Pampulha.

“Tinha gente demais nesse voo. Gente que nos não conhecíamos, não sabíamos quem era, de onde saiu. Acho até que algumas pessoas viajaram de pé”, conta Humberto Ramos.

No desembarque, todos seguiram para um caminhão do Corpo de Bombeiros, que saiu do aeroporto e seguiu pela Avenida Antônio Carlos. “Foi a consagração maior. O partir dali sentimos que estávamos em casa. Estávamos novamente com nossa torcida. Ela era a razão de tudo”, diz Mussula.

“Rumamos para a Praça Sete, mas já no IAPI, na Lagoinha, um mundaréu de gente, era inacreditável”, rememora Dario.

Alguns fatos marcariam os jogadores para sempre. “Quando o caminhão entrou na Afonso Pena, parecia que Belo Horizonte estava inteira ali. E na Praça Sete, ainda mais gente. Gritavam “Galo, Galo...”, cantavam o hino e chamavam os jogadores pelo nome. Ainda hoje sinto aquela emoção”, conta Beto. “E na chegada à sede de Lourdes, lá estava a Charanga do Júlio, o mais amigo. Aí, a festa foi completa.”

Humberto Ramos não se esquece especialmente de um atleticano entre os tantos nas ruas. “Lembro que quando a gente entrou, um torcedor subiu no caminhão e me pediu que lhe desse uma lembrança. Disse que podia ser qualquer coisa. Não tinha nada. Lembrei-me do meu cinto. Tirei e dei a ele. Aí, quando chegamos à sede de Lourdes, os torcedores nos tiraram do caminhão e nos carregaram. Quando dei por mim, estava sendo carregado nos ombros de um torcedor. Foi aí que vi que era o mesmo cara pra quem tinha dado o cinto. Nunca vi loucura igual.”

O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 20/12/ 1971


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