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BEBETO DE FREITAS

Presidente do Atlético lamenta morte de Bebeto de Freitas: 'Dor imensa'

Sérgio Sette Câmara foi o responsável pelo retorno do dirigente ao clube

postado em 13/03/2018 19:08 / atualizado em 13/03/2018 19:30

Pedro Souza / Atlético
O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, se manifestou nas redes sociais sobre a morte inesperada e fulminante de Bebeto de Freitas, diretor de administração e controle do clube alvinegro. Pelo Twitter, o mandatário alvinegro lamentou a tragédia ocorrida em plena Cidade do Galo, nesta terça-feira, logo depois do lançamento do Galo Futebol Americano, time criado em parceria com o BH Eagles. 

“Dor imensa. Gratidão eterna! Você fará muita falta, amigo. Descanse em paz!”, escreveu Sérgio Sette Câmara, em post com imagem de Bebeto de Freitas durante coletiva no clube. Logo depois de assumir a presidência, o mandatário foi o responsável pelo retorno de Bebeto ao Atlético. Ele vinha exercendo a função de secretário de Esportes e Lazer de BH, a convite do prefeito Alexandre Kalil, seu amigo pessoal e com quem já tinha trabalhado no Galo.

 

Aos 68 anos, Bebeto de Freitas sofreu uma parada cardíaca na parte interna da Cidade do Galo, durante uma confraternização com os jogadores do Galo Futebol Americano. Ele foi atendido rapidamente por vários médicos do clube, que estavam no CT. Um desfibrilador foi utilizado, mas ele não resistiu e veio a falecer. A confirmação do óbito ocorreu por volta das 16h por funcionários que estavam no CT.

 

Perfil

Jogador de vôlei, treinador, dirigente, presidente e diretor de clube. A relação do carioca Bebeto de Freitas com o esporte é antiga, a começar pelo parentesco com duas personalidades do futebol: ele era sobrinho do jornalista João Saldanha, que dirigiu a Seleção Brasileira nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, e primo de primeiro grau de Heleno de Freitas, que atuou pelo Botafogo nos anos 1940 e 1950.

Mas sua carreira se tornou emblemática no vôlei, esporte pelo qual ganhou respeito e se tornou consagrado em todo o mundo. Ele foi ponteiro do próprio Botafogo, tendo conquistado 11 estaduais nas décadas de 1960 e 1970. Depois, se tornou técnico da geração de prata, que conquistou o vice-campeonato na Olimpíada de 1984, em Los Angeles. Também participou dos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, perdendo a medalha de bronze para Argentina.

Bebeto também treinou o Maxicono Parma, da Itália, de 1990 a 1995, e se tornou técnico da Seleção Italiana em 1997 e 1998, conquistando o título da Liga Mundial em 1997.



A amizade com o prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil, o aproximou do clube mineiro. Inicialmente, foram duas passagens para trabalhar como manager do clube, em 1999 e 2001, na gestão do então presidente, Nélio Brant. Os resultados do Galo no período foram expressivos a nível nacional, já que o alvinegro foi vice-campeão brasileiro de 1999 e quarto lugar em 2001.

Em 2002, ele voltou ao Botafogo, o clube do coração. Por breve período naquele ano, se tornou diretor, mas se afastou do cargo rapidamente ao demonstrar interesse em se candidatar à presidência no fim da temporada. O período como mandatário do clube carioca foi muito positivo, já que conseguiu reestruturar as contas financeiras e trazer investimentos para o futebol. Além de devolver o time carioca à elite do futebol brasileiro, em 2003, conquistou o Campeonato Carioca de 2006 e da Taça Rio em 2007 e 2008. Outra importante conquista de Bebeto foi a concessão do Engenhão para o alvinegro.

Bebeto voltou ao Atlético em 2009 para trabalhar novamente com Alexandre Kalil, que acabara de assumir a presidência. Como diretor-executivo, ajudou a elevar o orçamento do clube e formalizar novas parcerias.

Com a eleição de Kalil para a prefeitura de Belo Horizonte, Bebeto se tornou secretário de Esportes e Lazer. Deixou o cargo em dezembro para assumir a diretoria de administração e controle do Galo, na gestão de Sérgio Sette Câmara.


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