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Wright revisa lances de Atlético x Flamengo em 1981 e diz que manteria expulsões: 'Não mudaria nada'

Ex-árbitro terminou partida decisiva, pela Copa Libertadores de 1981, ao expulsar cinco jogadores do Galo - Éder, Reinaldo, Palhinha, Chicão e Osmar Guarnelli

postado em 07/04/2019 11:52 / atualizado em 07/04/2019 12:14

(Foto: Jorge Gontijo/EM/D.A Press)
Quase 38 anos se passaram da fatídica partida entre Atlético e Flamengo pela Copa Libertadores de 1981, mas ela ainda segue viva na memória de muitos torcedores alvinegros. O principal personagem daquela noite, José Roberto Wright, relembrou o duelo neste domingo, em entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo.

O ex-árbitro foi convidado a revisar os lances que geraram as cinco expulsões de jogadores do Atlético naquela partida. Éder, Reinaldo, Palhinha, Chicão e Osmar Guarnelli receberam cartão vermelho e o jogo foi encerrado por falta de número mínimo de atletas, classificando o Flamengo à semifinal daquela edição da Libertadores.

Apesar de ter revisado os lances pelo VAR, auxiliado por Sandro Meira Ricci e Paulo César de Oliveira, também ex-árbitros, Wright manteve suas convicções e disse que não reverteria as expulsões, mesmo com a dupla dizendo que aplicaria apenas o cartão amarelo.

“Tudo igualzinho. (Não mudaria) nada nada nada. Se você ver, ele (Reinaldo) vai por trás e derruba intencionalmente. Se eu não tivesse avisado antes que seria cartão vermelho, o amarelo poderia até segurar. Mas naquela altura do jogo não tinha mais como. Os jogadores não estavam me respeitando, estavam cheios de reclamações”, disse.

O lance que Wright se referiu foi o que gerou a expulsão de Reinaldo, a primeira da partida. Aos 20 minutos, o jogador alvinegro acertou um carrinho lateral em Zico, no meio-campo, e recebeu o cartão vermelho. Minutos depois, Éder também foi colocado para fora por ter se chocado no árbitro, que considerou a atitude como proposital.

“Não fez a mínima questão de virar o corpo”, avaliou Wright.

Após a expulsão de Éder, dirigentes e integrantes da comissão técnica do Atlético invadiram o campo. Na confusão, Palhinha e Chicão também foram colocados para fora. Aos 35 minutos, a partida recomeçou. Dois minutos depois, Wright expulsou Osmar Guarnelli.

Ainda na entrevista, José Roberto Wright revelou ser torcedor do Fluminense, e disse como deve ser a postura ideal de um árbitro. “Árbitro tem que ter coragem. Árbitro frouxo, covarde, complica o jogo”, concluiu.

O Superesportes conversou com Wright em 2012. Assim como neste domingo, o ex-árbitro disse que não estava arrependido pelas ações tomadas naquele jogo. Relembre a entrevista, que abordou a polêmica partida da década de 1980.

O jogo

Após decidirem o Campeonato Brasileiro de 1980, com vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético, no Maracanã, os dois clubes voltaram a se enfrentar no ano seguinte pela Copa Libertadores. Na primeira fase, resultados iguais no Mineirão e no Maracanã, 2 a 2.

Na ocasião, mineiros e cariocas ficaram empatados em números de pontos pelo Grupo 3. O antigo regulamento da competição previa vaga à fase final apenas ao campeão de cada chave. Dessa forma, um jogo extra, em uma cidade neutra, teve que ser realizado.

Depois de muita negociação, Goiânia, preferida pelos dirigentes rubro-negros, foi escolhida. O Atlético, por sua vez, sugeriu o árbitro: José Roberto Wright, que já havia mediado a primeira partida entre os clubes na competição, no Mineirão.

Em 21 de agosto de 1981, o Serra Dourada recebeu mais de 70 mil torcedores. A expectativa de uma grande partida - já que Atlético e Flamengo eram a base da Seleção Brasileira -, transformou-se em frustração depois de 37 minutos, com as sucessivas expulsões.

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