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Um dos grandes do Brasil com menor arrecadação com jogos, Atlético tenta mudar de patamar com Arena MRV

Clube alvinegro foi o 12º no Brasil com receitas do 'matchday'

postado em 13/06/2020 10:52 / atualizado em 13/06/2020 11:40

(Foto: Divulgação / Atlético)


Além de ser uma aliada do Atlético em busca das vitórias e casa de todo torcedor alvinegro, a Arena MRV será importante para trazer mais receitas para o clube, acreditam os dirigentes.

Hoje, o Galo arrecada pouco em comparação com os rivais no chamado 'matchday'. Este quesito inclui receitas com programas de sócio torcedor e bilheteria nos jogos, além de faturamento com camarotes, cadeiras cativas, alimentação e bebida.

O Atlético foi apenas o 12º neste tipo de arrecadação em 2019, segundo relatório da Ernst & Young com base nos balanços dos clubes referentes ao ano passado. O Galo ficou atrás de times emergentes, como Bahia e Fortaleza.
Segundo o levantamento da EY, o Galo teve R$ 27 milhões de receitas no 'matchday' no ano passado. Quem mais arrecadou neste quesito foi o Flamengo, com R$ 175 milhões. Na sequência, aparecem Palmeiras (R$ 108 milhões), Internacional (R$ 94 milhões), Corinthians (R$ 83 milhões) e Grêmio (R$ 83 milhões).

Bem abaixo, surgem São Paulo (R$ 59 milhões), Athletico-PR (R$ 58 milhões) e Vasco (R$ 52 milhões). Em outro patamar, Bahia (R$ 36 milhões), Cruzeiro (R$ 32 milhões) e Fortaleza (R$31 milhões).

(Foto: Ernst & Young)


Independência


Vendida para o torcedor como possibilidade de receita, a sociedade entre Atlético e a BWA/LuArenas nunca registrou lucro na exploração do Independência.

O balanço do clube referente ao ano passado diz que "o Atlético é sócio participante da SCP Arena Independência, cabendo-lhe 50% dos resultados líquidos obtidos na referida SCP - Sociedade em Conta de Participação. Em 2018 e 2019, não foram apurados resultados positivos".

O Galo receberia repasse caso houvesse lucro na operação. Contudo, a administração do Independência tem registrado déficit ano a ano.

Arena MRV



A Arena MRV foi projetada pelo arquiteto Bernardo Farkasvölgyi. A obra foi orçada inicialmente em R$ 410 milhões, sem contar o valor de R$ 50 milhões do terreno, que fora doado pela construtora.
 
Para viabilizar o estádio, o Galo negociou 50,1% do shopping Diamond Mall para a Multiplan por R$ 250 milhões. Com correções monetárias de quase 20%, a quantia chegou a R$ 296,8 milhões em janeiro de 2020.
 
Os R$ 160 milhões restantes serão obtidos por meio de naming rights com a própria MRV (R$ 60 milhões) e venda de cadeiras cativas - R$ 100 milhões, com 60% já garantidos pelo banco BMG.
 
A Racional Engenharia conduzirá as obras da Arena MRV, que será estádio multiuso e contará com 40 bares, 68 camarotes e 2.400 vagas de estacionamento. 

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