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Meia Cazares volta aos trabalhos na Cidade do Galo

Jogador do Atlético deve se juntar ao grupo de treino nos próximos dias

postado em 07/07/2020 15:37 / atualizado em 07/07/2020 15:51

(Foto: EM/D.A Press)

O meia Cazares participou de atividade na Cidade do Galo nesta terça-feira. O jogador fez um trabalho físico à parte no centro de treinamento do Atlético. Ele ficou afastado por mais um de mês dos treinos.

O jogador fez testes físicos e um trabalho específico na Cidade do Galo. Nos próximos dias ele deve se juntar aos companheiros e participar dos treinos comandados por Jorge Sampaoli.

Cazares testou positivo para COVID-19 no fim de maio. Proibido de participar das atividades, ele entrou em quarentena. Inicialmente assintomático, o jogador ficou afastado por mais de um mês porque passou a apresentar sintomas da doença.

Nos últimos dias, Cazares passou por dois testes de COVID-19 que deram negativo para a doença. Depois das avaliações físicas, o jogador se mostrou apto a trabalhar com o grupo alvinegro.

Depoimento

Cazares prestou depoimento à Polícia Civil na noite dessa segunda-feira por ter organizado uma festa em Lagoa Santa durante a pandemia. Os esclarecimentos estavam marcados para esta terça (7), mas o jogador e sua advogada, de acordo com o delegado Flávio Rabello, apresentaram um “argumento plausível” para a mudança da data.

Cazares é investigado por crime contra a saúde pública. Isso porque o jogador realizou festas no condomínio onde mora, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

"Nós não vimos prejuízo para as investigações (diante da antecipação). Então, vamos confrontar (o depoimento) com os demais elementos de provas já juntados no inquérito policial. E nós pretendemos finalizar o procedimento nos próximos dias", disse o delegado Flávio Rabello em vídeo divulgado pela Polícia Civil nesta terça.

A investigação foi aberta depois que Cazares testou positivo para a COVID-19. Durante a pandemia, ele promoveu festas em Lagoa Santa e foi denunciado por vizinhos nos dias 24 e 25 de maio.

O meio-campista pode responder com base no artigo 268 do Código Penal: "Infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa".

A pena é de detenção de um mês a um ano, além de multa.

Quando a investigação foi aberta, a Prefeitura de Lagoa Santa informou que o jogador teria que pagar multa de R$ 130 mil ao município diante do decreto vigente que proíbe aglomerações na cidade.

O valor é a multa máxima prevista na legislação. Ela foi aplicada porque o equatoriano já havia sido denunciado outras vezes.

À época dos fatos, o jogador usou as redes sociais para se manifestar sobre o inquérito.

“Respostas virão quando a bola rolar e quando os fatos forem esclarecidos. Agora sigo atento à minha saúde e daqueles que compartilham os dias comigo no Brasil”, publicou o jogador em sua conta no Instagram.

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