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Caetano diz que dívida do Atlético é preocupante, mas crê em reestruturação

Diretor destacou que clube busca independência dos parceiros, que hoje bancam o clube

postado em 16/06/2021 12:07 / atualizado em 16/06/2021 12:32

(Foto: Bruno Cantini/Atlético)


O diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, disse em entrevista à Rádio Grenal nesta quarta-feira que a dívida do Atlético é "preocupante". O Galo deve R$ 1,209 bilhão, com plano de redução para R$ 341 milhões até 2026 - clique aqui e leia mais. Caetano destacou que acredita no processo de reestruturação financeira do clube.

"Sempre é preocupante (dívida). O objetivo como eu disse é que nós possamos ter essa independência e geração de receitas que nos tornem menos dependentes desses chamados quatro Rs (Rubens Menin, Ricardo Guimarães, Renato Salvador e Rafael Menin) que hoje praticamente subsidiam o clube. Eles são grandes atleticanos em uma condição que permite ajudarem o clube a fazer esta travessia. A ideia é fazer a travessia sem maiores prejuízos, com uma equipe competitiva, que dispute os títulos e tenha chance de vencer e que administrativamente possa fazer sua recuperação", disse.

"Lembrando que o Galo tem um patrimônio importante que é metade do shopping, que talvez no futuro possa ser rentabilizado. Tem formas de reduzir o passivo, mas, na minha visão, vai demandar tempo. Só que em clube de futebol tem que fazer da forma mais responsável possível, porque a exigência do resultado existe. O torcedor não quer saber a situação financeira do clube, quer uma equipe forte dentro de campo, e o Galo investiu para ter esta equipe forte, para ter um bom estádio e tem patrimônio. As estratégias para reduzir isso estão sendo discutidas internamente, porque é uma missão do clube passar talvez os próximos quatro anos para estar em uma situação bem mais confortável que a atual", acrescentou.



Entre 2019 e 2020, a dívida atleticana aumentou em R$ 462 milhões. Foram R$ 209 milhões (45%) de financiamento do déficit de caixa e R$ 253 milhões (55%) em investimentos no elenco.

Mesmo assim, o clube fechou o balanço financeiro do ano passado com superávit de R$ 19 milhões, em função de receitas não recorrentes (valorização da Arena MRV e do Diamond Mall, além de valores decorrentes da venda de parte do shopping).

Rodrigo Caetano lembrou que parte da dívida (36%) está com empresários que colaboram com o clube e não cobram juros. 42% da dívida é onerosa (dívidas passadas, dívidas bancárias e processos na Fifa) e 22% é Profut/Parcelamento de impostos.

"Quase que 50% do passivo está concentrado neste colegiado. O recurso que eles colocam no clube não tem nenhum tipo de remuneração, não coloca o dinheiro pensando em retorno financeiro. Eles querem auxiliar o Galo a estar forte dentro de campo e cada vez mais forte fora dele administrativamente. Não vou dizer que é bom, mas não é tão ruim assim parte da dívida estar concentrada nestes empresários que são apoiadores do clube", disse Caetano.

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