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COPA LIBERTADORES

Boca passa madrugada em delegacia após confusão na eliminação para Atlético

Delegação argentina ainda presta depoimentos no CEFFLAN, no bairro Alípio de Melo, em Belo Horizonte

postado em 21/07/2021 08:25 / atualizado em 21/07/2021 14:24

(Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
A delegação do Boca Juniors passou a madrugada desta quarta-feira na Central de Flagrantes 4  (CEFLAN 4) da Polícia Civil, no bairro Alípio de Melo, região Noroeste de Belo Horizonte. Jogadores e membros da comissão técnica da equipe argentina foram conduzidos à delegacia pela confusão no Mineirão após a eliminação para o Atléticonos pênaltis, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América.



A delegação do Boca deixou a delegacia no início desta tarde. quarta. Ainda nesta quarta, a Polícia Civil concederá entrevista coletiva para falar do caso. 

A delegação do Boca Juniors seguiu completa para a delegacia por determinação do técnico Miguel Ángel Russo. Inicialmente, apenas oito integrantes da equipe identificados na confusão seriam levados para depoimentos: Gayoso (preparador de goleiros), Somoza (assistente técnico), e os jogadores Cascini, Rojo, Izquierdoz, Villa, Zambrano e Javi García.
A Polícia Militar montou uma barreira na porta da CEFRAN 4, localizada na Avenida João XXIII, no Alípio de Melo, impedindo a saída do ônibus do Boca até a conclusão dos depoimentos. 

Depois da confusão no estádio, a delegação do Boca saiu escoltada pela Polícia Militar até a Central de Flagrantes 4. Lá, foi feito Boletim de Ocorrência para documentar as agressões e os atos de vandalismo registrados pelas câmeras de TV. Representantes do Consulado da Argentina em BH deram assistência ao clube.
 
O Atlético informou que, depois de longa negociação, intermediada por seu presidente, Sérgio Coelho, nenhum argentino seria detido na capital mineira.



Por conta da ida à CEFLAN, o Boca Juniors perdeu o voo de retorno a Buenos Aires previsto no Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para as 23h de terça-feira. A volta à Argentina deve ocorrer ao longo da manhã desta quarta. 

(Foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)


Confusão



Tão logo o jogo no Mineirão foi encerrado, os argentinos partiram para a violência na área de zona mista. Alguns chegaram a atirar cavaletes e um bebedouro em seguranças do Atlético. Ainda assim, seguiram rumo ao vestiário do Galo e dos árbitros. No caminho, promoveram agressões e depredaram o estádio.

A Polícia Militar foi acionada e conteve a delegação do Boca com gás de pimenta.
 
No Twitter, o Atlético se posicionou sobre os incidentes nos túneis do Mineirão. Segundo o clube, o diretor de futebol Rodrigo Caetano foi ameaçado com uma barra de ferro.



 

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