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Atlético anuncia Rodrigo Caetano como diretor de futebol na vaga de Mattos

Acordo foi selado nesta quarta-feira, durante reunião em Belo Horizonte

postado em 06/01/2021 19:25 / atualizado em 06/01/2021 19:32

(Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

Rodrigo Caetano, de 50 anos, é o novo diretor de futebol do Atlético. O acordo foi selado durante reunião entre o executivo e representantes da administração alvinegra nesta quarta-feira, em Belo Horizonte.

O novo dirigente do Atlético vai se apresentar ao elenco no treinamento desta quinta-feira. Na sexta, ele será apresentado à imprensa e torcida. O clube ainda não divulgou detalhes do acordo.

O ex-dirigente do Internacional assume o posto que era ocupado por Alexandre Mattos, demitido nessa segunda-feira. A mudança faz parte do processo de reformulação proposto pelo recém-instaurado colegiado que administra o Atlético.

O grupo é composto pelo novo presidente Sérgio Coelho, o vice José Murilo Procópio e quatro empresários: Rafael Menin, Rubens Menin, Renato Salvador e Ricardo Gruimarães.

Antes de acertar com o Atlético, Rodrigo Caetano fez um trabalho de quase dois anos e sete meses à frente do Internacional. Na passagem por Porto Alegre, foi um dos responsáveis por devolver o protagonismo nacional à equipe, que voltou a disputar a Série A em 2018, mas não conquistou títulos.

A saída do ex-clube se deu em um momento de troca na diretoria, que resolveu não renovar o contrato. Paulo Bracks, ex-América, foi o escolhido para assumir o cargo deixado por Rodrigo Caetano no Sul.

Trajetória


Rodrigo Caetano nasceu em Santo Antônio da Patrulha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Foi meio-campista, chegou a atuar pelo Grêmio e fez a maior parte da carreira em equipes de médio e pequeno porte do Rio Grande do Sul.

Iniciou a trajetória como executivo de futebol em 2003 no RS Futebol, ao lado do técnico Paulo César Carpegiani. Caetano atuou diretamente no trabalho de formação de jovens jogadores, que revelou nomes como o zagueiro Thiago Silva (Chelsea).

Depois, ficou de 2005 a 2008 no Grêmio. Pelo clube tricolor, trabalhou tanto nas categorias de base, quanto no futebol profissional, e viu de perto o surgimento de atletas de destaque: Anderson, Lucas, Douglas Costa e Carlos Eduardo.

Mas foi pelo Vasco, entre 2009 e 2011, que Rodrigo Caetano se tornou destaque no cenário nacional. O dirigente reconduziu a equipe carioca à Série A e só deixou o clube após a conquista da Copa do Brasil.

Depois, teve uma passagem de altos e baixos pelo Fluminense: foi campeão brasileiro e carioca em 2012, mas precisou apelar para os tribunais para evitar o rebaixamento do time no ano seguinte.

Voltou ao Vasco em 2014 e, apesar de diversas dificuldades, conduziu a equipe, mais uma vez, ao acesso à Série A. Em 2015, assumiu o Flamengo, que à época já tinha um dos maiores orçamentos do futebol brasileiro.

Na Gávea, fez contratações impactantes - como Éverton Ribeiro, Diego Alves e Diego Ribas -, mas só conquistou um título: o do Campeonato Carioca de 2017. Foi demitido em março de 2018, após eliminação para o Botafogo no Estadual.

Em seguida, partiu para o último trabalho antes de assinar com o Atlético. De volta a Porto Alegre, assumiu um Internacional que acabara de voltar para a Primeira Divisão e precisava retomar o protagonismo no cenário nacional.

Ficou no clube gaúcho entre maio de 2018 e dezembro de 2020. No período, conseguiu recolocar a equipe entre as mais fortes do país, mas não conquistou títulos e deixou o cargo com a imagem um pouco arranhada com a torcida após a saída do treinador Eduardo Coudet.

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