Cuquinha admite rendimento ruim e diz: 'Atlético precisa dar algo a mais'

Auxiliar de Cuca vê emocional do grupo abalado com sequência ruim

28/06/2021 00:05 / atualizado em 28/06/2021 01:02
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Cuquinha dirigiu o Atlético e admitiu que o time ficou devendo melhor futebol
foto: Pedro Souza/Atlético

Cuquinha dirigiu o Atlético e admitiu que o time ficou devendo melhor futebol


Depois da derrota diante do Santos, por 2 a 0, neste domingo, na Vila Belmiro, o segundo consecutivo do Atlético no Campeonato Brasileiro, o auxiliar técnico Cuquinha admitiu que o time vive uma queda de rendimento. Ele disse que, mesmo com os desfalques, o Galo, que completou o terceiro jogo seguido sem vitória, poderia mostrar melhor futebol, especialmente no caso dos atletas mais experientes.



Cuquinha, que subsitituiu o irmão Cuca - suspenso - na Vila Belmiro, alertou para o rendimento bem abaixo do esperado nos três jogos anteriores, sequência em que o Galo só somou um ponto em nove disputados. "Foi nítido, o time ficou espaçado, as linhas longe umas das outras. E treinamos, chamamos, conversamos, os jogadores que entraram eram para ganhar jogos, são experientes e renomados, mas não ganhamos jogos só com nome, precisamos é ralar lá dentro, dar um algo a mais, que está faltando. Mas temos que fechar a boca e trabalhar bastante, parar darmos a volta por cima", recomendou. 

Ele considera que o lado psicológico, com os resultados ruins em sequência, é outra preocupação. "O emocional fica abalado, lógico, pelas circunstâncias do resultado contra o Ceará, levamos gol no último minuto, pelo resultado de hoje (domingo), com o segundo gol, a gente tem o brasileiro e o mata-mata da Libertadores e da Copa do Brasil, daqui a alguns dias. e temos que trabalhar não só o emocional, mas como um todo. Não podemos oscilar como estamos agora, fazendo três partidas boas e três irregulares", alertou.

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Mesmo ressaltando a perda de jogadores importantes, seja por causa de lesões, convocações e até COVID-19, o auxiliar do Galo disse que os problemas não servem como desculpas. "É difícil explicar sobre a instabilidade do time, pois não é assim que a gente trabalha e treina. Quando a gente tem 13 desfalques, com jogadores que vêm de COVID-19 e que não vêm 100%, isso afeta um pouco. Mas não é desculpa. Temos que trabalhar e fechar a boca, trabalhar mais e mais para conseguir os resultados", comentou. 

"Temos que manter um padrão e tentamos isso, só que não há tempo para trabalhar, temos jogos quartas, domingos. Isso não é desculpa, temos que trabalhar para melhorar a cada dia, melhorar o aspecto emocional, que está abalado. Não podemos nos entregar, precisamos trabalhar para colocar o Atlético na parte de cima da tabela, no primeiro turno, para quem sabe dar uma arrancada no segundo e conquistarmos o título", projetou.






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