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Entenda por que a eleição desta quinta é uma das mais importantes da história do Cruzeiro

Pleito definirá novo presidente e nova mesa diretora do Conselho Deliberativo

postado em 21/05/2020 06:00 / atualizado em 21/05/2020 02:33

(Foto: Montagem com fotos de Reprodução)

O Cruzeiro passará, nesta quinta-feira, por uma das eleições mais importantes de sua história. De 9h às 16h, no Barro Preto, conselheiros beneméritos, natos e efetivos escolherão os próximos presidente, vice-presidente e segundo vice-presidente do clube. Além disso, terão a missão de escolher a mesa diretora do Conselho Deliberativo, composta por presidente, vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário. 

Todos os mandatos terão duração de sete meses - 1º de junho a 31 de dezembro de 2020. Novo pleito será marcado para outubro ou novembro, quando serão eleitos mandatários para o próximo triênio (2021-2023). Concorrem ao cargo de presidente o advogado Sérgio Santos Rodrigues, da chapa ‘Centenário’, e o empresário Ronaldo Granata, da chapa ‘Cruzeiro Primeiro’.

Já para a presidência do Conselho Deliberativo, concorrem Paulo César Pedrosa, da chapa 'Somos Todos Cruzeiro'; Paulo Roberto Sifuentes, da chapa 'Renovação Azul'; Giovanni Baroni, da chapa 'Transparência e Reconstrução', além de Luiz Carlos Rodrigues Filho, da chapa 'Independente'. Clique aqui para ler detalhes de todas as chapas concorrentes. 

A partir de agora, o Superesportes te ajuda a entender por que a eleição desta quinta-feira é uma das mais importantes da história do Cruzeiro. Leia nos tópicos abaixo:

Sucessão de Wagner

Diferentemente de outros pleitos, esse terá um peso especial por marcar a escolha do sucessor de Wagner Pires de Sá, que renunciou ao cargo de presidente do Cruzeiro em dezembro de 2019 após uma série de denúncias de corrupção. O ex-mandatário e vários de seus diretores são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por suspeitas de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e falsidade ideológica.

Novo Estatuto

No Conselho Deliberativo não é diferente, muito embora esse pleito sempre seja tratado em segundo plano. A mesa diretora que assumir o cargo muito possivelmente terá a missão de conduzir a reforma do Estatuto do Cruzeiro, documento que contempla todas as leis internas do clube. O próximo presidente do órgão deverá convocar a Assembleia Geral, em que conselheiros suplentes e associados do clube também participam, para apreciar um novo Estatuto.

Série B do Campeonato Brasileiro

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
O novo presidente terá a missão de conduzir o Cruzeiro em um desafio inédito de sua trajetória: a Série B do Campeonato Brasileiro. O mandatário eleito terá a responsabilidade de organizar um time que começou mal a temporada e garantir que ele seja recolocado na elite do futebol brasileiro, mesmo tendo, possivelmente, que iniciar a competição com menos seis pontos em função de punição da Fifa por dívida contraída em 2016 e não quitada.

Dívidas emergenciais

E há outras dívidas emergenciais. O novo presidente precisará equacionar pendências com clubes do exterior, que cobram débitos na Fifa, para evitar perda ainda maior de pontos na Série B e até um iminente rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que dois dias antes da posse, em 29 de maio, o Cruzeiro precisa quitar um valor em aberto pela compra do atacante Willian Bigode, hoje no Palmeiras. O montante está na casa dos R$ 11 milhões. 

Salários atrasados

Embora o Conselho Gestor, que assumiu a administração do Cruzeiro em dezembro, garanta que há possibilidade de pagar todos os salários de jogadores - duas folhas estão atrasadas - antes de 'passar o bastão', o novo presidente terá que restabelecer a segurança do elenco. Nos últimos anos, o clube viveu grande instabilidade financeira e não conseguiu honrar com os compromissos em diversas oportunidades.

Reestruturação de departamentos

Diferentemente de um Conselho Gestor, que já assumiu o clube com dirigentes orientados a realizar funções em departamentos específicos, o novo presidente precisará reestruturar cada uma das áreas, como financeiro, marketing, comercial, e encontrar novos profissionais. A escolha certeira será fundamental para que o clube consiga voltar a funcionar em sua plenitude. 

Nova gestão de base

(Foto: Cruzeiro/Divulgação)
Sem um diretor dedicado desde que Ricardo Drubscky foi promovido ao departamento profissional, as categorias de base do Cruzeiro precisarão ser reformuladas. Caberá ao novo presidente dar maior atenção à Toca da Raposa I, que poderá gerar receitas para ajudar o clube a sair do caos financeiro em que se encontra.

Projeto do centenário

Embora não tenha confirmação de que será o presidente do centenário, o novo mandatário do Cruzeiro ficará responsável por todo o planejamento para 2021, ano em que o clube completará 100 anos. Caberá ao presidente eleito viabilizar (até financeiramente) as comemorações, a criação de um possível museu ou memorial, jogo festivo, entre outras possibilidades de festa. 

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