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Felipe Azevedo revela desejo de permanecer no América para a temporada 2021

Com contrato até fevereiro, atacante americano ressaltou boa relação com Lisca e disse acreditar que sua experiência de Série A pode ajudar o clube

postado em 16/01/2021 08:00 / atualizado em 16/01/2021 01:37

(Foto: Mourão Panda/América)
Felipe Azevedo quer permanecer no América para a temporada 2021. Em entrevista ao Superesportes, o atacante de 34 anos destacou sua boa relação com o técnico Lisca e avaliou seu desempenho com a camisa alviverde.

Na atual temporada, Azevedo disputou 27 partidas pelo América e foi responsável por seis gols e uma assistência. Atuando pela ponta esquerda, se tornou peça-chave da equipe mineira.

O jogador, que tem vínculo com o Coelho até fevereiro, também falou sobre a conquista do acesso à Série A. Em 2019, ele teve de conviver com críticas por um pênalti perdido diante da Ponte Preta, na 32ª rodada da Série B, em empate que representou mais uma oportunidade desperdiçada para entrar no G4 daquela edição.
 
Águas passadas. Mais de um ano depois, o atacante atribui o lance 'ao futebol e seus acasos' e acredita que aquele 'não era o momento' para que o América subisse.

Entrevista com Felipe Azevedo


Seu vínculo com o América se encerra em fevereiro. Já existem conversas para renovação? Seu desejo é permanecer no clube?
 
Todo mundo sabe o quanto estou feliz no América, então o meu desejo é poder dar continuidade ao meu trabalho no clube. Meu empresário me passou que já teve algumas conversas preliminares com a direção, soube que também houve sondagem de uma equipe da Série A, mas a princípio essas questões serão conversadas com mais efetividade ao final da Série B. Até lá, sigo no foco de me recuperar o mais rápido possível e ajudar a equipe a trazer o título da competição, o que é o nosso grande objetivo após o acesso.

Como você avalia sua relação com o técnico Lisca? Em quais fundamentos considera que mais evoluiu da temporada 2019 para a atual?
 
Tenho uma relação de longa data com o Lisca. Nossos primeiros contatos aconteceram quando eu estava defendendo o Sport e ele o Náutico. Travamos grandes duelos naquele período até que em 2018 nos encontramos no Ceará. Estávamos em uma situação muito difícil no Brasileirão e ele chegou e nos livrou do rebaixamento.
 
Estar sob o comando dele novamente foi algo fundamental para o meu bom rendimento nessa temporada. Acredito que tive uma evolução em relação aos gols, a participar mais das jogadas de ataque, sendo um jogador importante taticamente. A mudança de lado também me ajudou muito, já que pela esquerda consigo usar melhor minha perna boa para o arremate ou passe. Com certeza, como disse, a parcela de contribuição dele para o meu bom ano tem sido enorme.
 
Como a mobilidade prezada por Lisca impacta no seu estilo de jogo, mais criativo e cadenciado?
 
O Lisca preza muito por uma equipe ofensiva, de transição muito rápida. É necessário ter um encaixe de peças dentro de campo para que isso aconteça de forma efetiva e, dentro dessa engrenagem eu sou um jogador que pisa um pouco mais na bola, que pensa um pouco mais o jogo, tenta achar um companheiro melhor colocado. Há momentos onde uso a explosão e velocidade sim, mas eu sempre tive por característica realizar mais as movimentações sem a bola, fazendo os facões e atacando o espaço vazio, a brecha da defesa adversária.
 
A experiência te ajuda a definir melhor o que fazer em determinado momento, a não rifar a bola, manter ela um pouco mais mas posse, e acho importante ter jogadores de características variadas dentro do time, como temos no América. O Ademir já é um cara mais incisivo, por exemplo, de condução, o que também é extremamente importante nesse processo. Me adaptei muito bem ao que o Lisca propõe, muito por já o conhecê-lo bem, e graças a Deus as coisas fluíram da melhor forma possível. 

Aos 34 anos recém-completos, como você avalia a possibilidade de voltar a disputar a Série A? Em termos técnicos e físicos, você se enxerga preparado para retornar à elite do futebol brasileiro?
 
Eu sou um jogador que joguei muito mais Série A do que Série B na minha carreira. Estive na B apenas em 2013, com o Sport, onde também conseguimos o acesso, e nesses dois últimos anos com o América. É uma competição onde já atuei bastante e essa experiência acaba sendo importante num momento de retorno. Creio que as minhas atuações nessa temporada mostram que estou preparado e em condições de ajudar o América a fazer um bom papel caso tenha a oportunidade de seguir no clube.

Qual seria a sensação de conquistar o título da Série B com o América, após críticas por aquele pênalti perdido contra a Ponte Preta, e a frustração da torcida em 2019? Seria uma espécie de “volta por cima”?
 
É uma felicidade enorme para mim ter ajudado o América a voltar para Série A, independente do que aconteceu em 2019. Claro que aquele pênalti me deixou muito triste, e aquela foi uma situação que eu credito ao futebol e seus acasos. Eu sou um cara que nunca treinei a batida no meio do gol, eu sempre procurei os cantos para finalizar. Mas, na véspera do jogo, eu vi uns vídeos do Ivan, que eu já conhecia muito bem da época da Ponte Preta, e vi que ele nunca ficava no meio do gol. Decidi fazer a batida de segurança, e ele acabou pegando. Depois desse jogo a gente se falou, e ele me disse que tinha falado pra ele mesmo que iria ficar no meio nessa batida, diferente do que sempre fazia, e que se eu tivesse batido em qualquer lado ele não se mexeria. Então, são coisas inusitadas que acabam definindo destinos. Bem nesse dia ele resolveu mudar, assim como eu também decidi.
 
Mas esse acesso não vem com sentimento de volta por cima. Não foi só pelo pênalti que não conseguimos subir em 2019. Apenas ainda não era o momento, por 'n' fatores. Tivemos que sair do zero naquela ocasião para buscar a vaga. Esse ano já foi diferente, chegamos bem mais constantes, firmes e estruturados, muito por essa experiência do campeonato anterior.

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