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Dores, risco de amputação...Weidman revela pesadelo após fratura no UFC

Ex-campeão peso médio vive drama e relata dificuldade no pós-cirúrgico

postado em 05/05/2021 19:08 / atualizado em 05/05/2021 19:24

(Foto: Reprodução/Instagram)

O drama da fratura na perna direita, sofrida ao aplicar forte chute em Uriah Hall em luta pelo UFC 261, no dia 24 de abril, ficará por muito tempo na cabeça de Chris Weidman. Em post no Instagram, ele revelou que chegou a temer por amputação, antes da cirurgia, e revelou que as sequelas, como dor e dormência, são frequentes desde o procedimento. 

Em vídeo postado no Instagram, Weidman disse que viveu um filme de terror desde a chegada ao hospital, em Jacksonville, na Flórida, para cirurgia de urgência após a fratura, classificada por ele como 'brutal'. Ele revelou que pensou até em amputação e prótese de perna, caso a circulação sanguínea ficasse comprometida no local do osso quebrado. 

"Fiquei muito assustado com essa dor porque estou pensando nos piores cenários. O pior deles é que o sangue não volte para o meu osso e não circule, o que significaria uma possível amputação. Isso aconteceu com meu polegar depois que lutei com Kelvin Gastelum. Fiz uma cirurgia em um ligamento que rompeu depois de dar um gancho de esquerda nele e, cerca de oito semanas após a cirurgia, eles perceberam que o sangue não estava voltando. Então, tiveram que retirar todo o meu osso e colocar um osso do quadril lá dentro, porque o do dedo estava se deteriorando e morrendo", relatou. 



"Então, se isso acontecesse com minha tíbia ou minha fíbula, eu não sei qual seria a consequência. Amputação, prótese de perna, tudo isso me assusta. Estou rezando e tenho certeza de que não vai acontecer, mas é uma possibilidade. Falei com um médico sobre isso e ele me disse que a tíbia tem as piores porcentagens de cura pós-cirurgia. Não é uma porcentagem alta, cerca de cinco por cento, mas é preocupante", continuou o All American.

O ex-campeão peso médio do UFC, de 36 anos, disse que nunca viveu algo parecido depois de tantas lesões na carreira. "Um outro problema é que tenho dormência na planta do pé e em alguns dedos. Está formigando como se eles estivessem meio anestesiados, como seu o nervo não estivesse funcionando perfeitamente. Isso também é um pouco assustador. Fiz 23 cirurgias, esta é a minha 24ª e é completamente diferente em muitos aspectos de tudo que já fiz. Operei o pescoço, as mãos e todas as partes do corpo que você poderia imaginar, mas essa isso foi muito brutal", afirmou. 



"A dor de me levantar para ir ao banheiro ou qualquer coisa assim é muito forte. Quando eu tenho que ir ao banheiro, é preciso muita força de vontade e preparação mental para me levantar, porque assim que eu começo a ficar de pé - eu não fico em pé apoiado na perna, apenas nas muletas - o sangue começa a se acumular na minha canela e no meu pé e a dor é absurda", acrescentou.

Weidman sofreu fratura de forma bem parecida com a de Anderson Silva, em dezembro de 2013. Na ocasião, diante do próprio All American, o Spider arriscou chute de perna esquerda e caiu com a perna fraturada no octógono. O brasileiro foi um dos que se solidarizaram com o norte-americano após o triste desfecho da luta contra Uriah Hall. 


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